A presidente da Federação União Progressista em Goiás, Gracinha Caiado, defendeu que a aliança formada por União Brasil e PP apoie a candidatura do ex-governador Ronaldo Caiado, hoje no PSD, à Presidência da República. A declaração foi dada ao comentar a possibilidade de o comando nacional não fechar aliança com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
“Eu sempre acreditei nisso. O Brasil está cansado dessa polarização. Não aguenta mais o que nós estamos vivendo hoje”, afirmou ao jornalista Domingos Ketelbey, colunista da Tribuna do Planalto. Segundo Gracinha, União Brasil e PP já perceberam que a disputa concentrada entre os campos petista e bolsonarista não atende ao eleitorado que busca outra candidatura.
A União Progressista avalia adotar uma posição de neutralidade na eleição presidencial e liberar seus diretórios estaduais. Para Gracinha, o movimento deveria abrir espaço para uma composição nacional em torno de Caiado.
“Eu torço todos os dias para que a Federação possa apoiar a candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência do Brasil”, disse. Ela também afirmou que, em sua avaliação, Flávio teria dificuldades para derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual segundo turno. “O que nós queremos é mostrar para o Brasil que pode evoluir como Goiás evoluiu”, completou.
Baldy na suplência
Gracinha também comentou a escolha do presidente estadual do PP, Alexandre Baldy, como primeiro suplente de sua chapa ao Senado. O ex-ministro abriu mão da própria pré-candidatura para integrar a composição liderada por ela.
“O Baldy não foi escolhido apenas pelo partido. Ele é um jovem que já foi ministro, tem toda a competência e estava colocado como pré-candidato ao Senado. Tenho de agradecer todos os dias pelo desprendimento que teve ao vir compor a minha chapa”, afirmou.
Dois nomes da base
Questionada sobre uma possível dobradinha preferencial com o senador Vanderlan Cardoso, Gracinha evitou restringir as alianças. Disse que também receberia Gustavo Mendanha e Zacarias Calil e que pretende circular ao lado dos diferentes candidatos ligados ao grupo governista.
“Estamos trabalhando juntos na base aliada para que, se Deus quiser, dois nomes da base levem a vitória ao Senado”, declarou. A estratégia é preservar a candidatura de Gracinha como ponto de convergência da chapa e deixar a disputa pela segunda vaga aberta entre os demais aliados.
















