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Goiás tem 13 barragens classificadas como prioritárias para ações de segurança, aponta ANA

Estado possui 1.436 barragens cadastradas no Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens; relatório nacional identifica estruturas que exigem maior atenção dos órgãos fiscalizadores


Redação Tribuna do Planalto Por Redação Tribuna do Planalto em 22/07/2026 - 15:40

Goiás tem 13 barragens classificadas como prioritárias para ações de segurança, aponta ANA - Semad
Goiás tem 13 barragens classificadas como prioritárias para ações de segurança, aponta ANA - Semad

Goiás possui 13 barragens classificadas como prioritárias para a gestão da segurança, segundo o Relatório de Segurança de Barragens (RSB) 2026, divulgado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). As estruturas integram a lista nacional de 213 barragens consideradas prioritárias, distribuídas em 19 estados e no Distrito Federal, por apresentarem fatores que exigem acompanhamento mais rigoroso dos órgãos fiscalizadores.

O levantamento também mostra que Goiás contabiliza 1.436 barragens cadastradas no Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens (SNISB), o sexto maior cadastro estadual do país. Em 2025, o Estado registrou um acréscimo de 250 barragens em relação ao levantamento anterior, um dos maiores aumentos nacionais.

A ANA ressalta que uma barragem ser considerada prioritária não significa que ela esteja em situação iminente de rompimento, mas que reúne critérios que demandam maior atenção dos órgãos responsáveis pela fiscalização e dos empreendedores, como pendências relacionadas à gestão da segurança, categoria de risco elevada ou potencial de danos em caso de acidente.

Cenário nacional

O relatório aponta que o Brasil encerrou 2025 com 29.761 barragens cadastradas, um crescimento de 6% em relação ao ano anterior. Deste total, 6.609 estruturas estão enquadradas na Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB), por apresentarem características que exigem fiscalização específica.

Entre essas barragens, 1.808 acumulam alto ou médio dano potencial associado e categoria de risco alta, indicando que os responsáveis ainda não atenderam integralmente às exigências previstas na legislação de segurança.

Em 2025, foram registrados 18 acidentes e 23 incidentes com barragens no Brasil, sem vítimas fatais. Na comparação com o relatório anterior, houve redução de 25% no número de acidentes e de 49% nos incidentes, embora a ANA considere que o sistema de fiscalização ainda enfrenta limitações estruturais.

Fiscalização enfrenta déficit

O documento chama atenção para a redução da capacidade de fiscalização no país. Segundo a ANA, 28 dos 33 órgãos fiscalizadores operam abaixo da equipe mínima recomendada, com déficit estimado de 221 profissionais dedicados exclusivamente à segurança de barragens.

Além disso, os investimentos públicos na área diminuíram. Em 2025, dos R$ 147 milhões previstos, apenas R$ 104 milhões foram efetivamente aplicados em ações de infraestrutura e segurança de barragens.

A Política Nacional de Segurança de Barragens, instituída pela Lei nº 12.334/2010, estabelece que os empreendedores são os responsáveis legais pela segurança das estruturas, enquanto cabe aos órgãos fiscalizadores realizar a regulamentação, o cadastramento, a classificação e a fiscalização das barragens.

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Redação Tribuna do Planalto

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