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Acabou a Copa do Mundo. E agora, o que será do futebol brasileiro?


Redação Tribuna do Planalto Por Redação Tribuna do Planalto em 26/07/2026 - 06:30

Depois da campanha vexatória na Copa do Mundo de 2026, o futebol brsileiro deve passar por um forte momento de reflexão e transição. O atual modelo é um fracasso, precisa ser repensado. Após o fiasco da seleção na Copa dos Estados Unidos/México e Canadá, as discussões precisam girar em torno da perda da identidade tática, da necessidade de uma gestão mais moderna e profissional, da formação dos atletas na base e do impacto dos clubes no mercado financeiro.

 

A eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo acendeu o alerta máximo na CBF. O Brasil amarga um longo jejum, o maior na história sem conquistar uma Copa do Mundo, e viu seleções como a Espanha e a Argentina se consolidarem no topo do ranking da Fifa. Críticos e ex-jogadores apontam que o Brasil perdeu sua essência ao tentar copiar estilos europeus, numa época em que os clubes da Europa deveriam copiar o futebol brasileiro, pentacampeão do mundo.

Em vez de incentivar e valorizar a individualidade, o drible, a criatividade, características do DNA nacional, os técnicos brasileiros passaram a inibir esses fundamentos na base, fazendo prevalecer o condicionamento e a força física dos jovens, desde de seus primeiros passos nas escolinhas de futebol. O futebol arte, que deveria ser patrimônio imaterial do esporte brasileiro, foi mutilado pelos “técnicos de base”, resultando na caricatura de Seleção  que envergonhou  o Brasil na última Copa.

Michael, futebol arte que não passou pela base (Foto: Divulgação)

 

Michael, o artista da bola, que passou pelo Goianésia, foi contratado pelo Goiás e depois vendido ao Flamengo, é um exemplo de um dos últimos craques da velha escola do futebol brasileiro. Michael não fez base, veio do “terrão” direto para o futebol profissional. Não teve ninguém para inibir o ímpeto de suas jogadas desconcertantes. Como nos tempos de Garrincha, Jairzinho, Ulisses, o bailarino, Helinho ventania, Fernandinho, Zé Henrique e tantos outros.

No futebol atual, nenhum deles teria prosperado. Seriam obrigados a aprender jogar como os medíocres da seleção brasileira, marcando e  defendendo, saindo de campo satisfeitos com um empate ou quem sabe, uma vitória magra e sem graça.  Foi para modificar esse tipo de futebol que a CBF contratou o italiano Carlo Ancelotti. “No Brasil os técnicos não evoluíram, a Seleção precisa de um técnico moderno, de preferência da Europa”, justificou a CBF. Trouxeram Carlo Ancelotti, ganhando a fábula de R$ 5 milhões/mês, livre de todas as despesas como passagens aéreas para a Europa, casa no Brasil, transporte e outros benefícios. Ancelotti chegou, nada acrescentou, convocou mal, treinou mal, foi para a Copa do Mundo e deu o maior vexame.

A eliminação recente no Mundial, gerou fortes debates sobre o futuro do futebol no Brasil. Críticos apontam que a seleção nacional está ficando para trás em relação às potências européias e a Argentina, grande rival no continente sulamericano. A CBF tem sido alvo de enxurrada de críticas por falta de planejamento e estabilidade. Enfrenta forte pressão para renovar toda sua estrutura, a partir de suas bases.

Informações dos bastidores do mundo do futebol dão conta que a esposa de Carlo Ancelotti não o quer comandando a seleção brasileira. Quer que o técnico deixe a seleção e volte para a Itália. A torcida brasileira também quer o mesmo.

A volta do Brasileirão

Com o fim da Copa do Mundo, o Brasileirão 2026 é retomado em ritmo frenético. A série A está em sua 19ª rodada e os principais clubes do eixo Rio-São Paulo consolidaram sua liderança na tabela de classificação. Mas o campeonato brasileiro, o maior do planeta, precisa ser repensado. No modelo de pontos corridos, o torneio já começa com Palmeiras e Flamengo favoritos para a conquista do título. E dificilmente sai de uma dessas duas grandes forças do futebol brasileiro. 

O Palmeiras se destaca na disputa pelas primeiras posições, conseguindo vitórias fora de casa, como o triunfo expressivo por 3 a 1 sobre o Coritiba. O Flamengo também demonstrou a força de seu elenco ao golear a Chapecoense por 4 a 0, na casa do adversário. O Cruzeiro vem tentando acompanhar os dois grandes favoritos, mas não tem demonstrado forças suficientes para ultrapassá-los. A série A tem ainda um segundo turno inteiro para se conhecer o campeão, mas num cenário de pontos corridos, Palmeiras ou Flamengo já podem comemorar a conquista.

Redação Tribuna do Planalto

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