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Quadrilha é presa por golpe da falsa central bancária que desviou mais de R$ 209 mil de idosa em Goiás

Grupo criminoso com atuação em Goiás, São Paulo e Espírito Santo enganava vítimas por telefone, pulverizava o dinheiro em contas de terceiros e pode responder por crimes com penas que ultrapassam 20 anos de prisão


Arthur Oliveira Por Arthur Oliveira em 30/07/2026 - 11:11

Quadrilha é presa por golpe da falsa central bancária que desviou mais de R$ 209 mil de idosa em Goiás

A Polícia Civil de Goiás, por meio da 4ª Delegacia Distrital de Polícia de Goiânia – 1ª DRP, com o apoio operacional da Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), prendeu em flagrante, na última quarta-feira (29), dois homens e uma mulher integrantes de um grupo criminoso especializado no golpe da falsa central bancária. A associação criminosa atua com ramificações no Espírito Santo, São Paulo, Goiás e outros estados, fazendo vítimas em todo o país.

As diligências tiveram início após uma vítima de 74 anos comparecer à unidade policial da 4DP, relatando ter sido induzida a realizar transferências bancárias mediante fraude. Os criminosos entraram em contato telefônico passando-se pela gerente da conta bancária da vítima, questionando sobre supostos agendamentos via PIX e transferências. Sob o falso pretexto de bloquear as operações, a vítima foi orientada a acessar o aplicativo do banco e seguir os comandos ditados pelos golpistas, o que resultou no prejuízo que totalizou R$ 209.398,71.

Imediatamente após o registro da ocorrência, a equipe da 4DP iniciou levantamentos investigativos e de inteligência sobre as movimentações financeiras.

Assim, identificou-se que parte do valor – milhares de reais – foi remetida para a conta de uma pessoa jurídica de responsabilidade da suspeita, residente na grande Vitória.

Diante da constatação, a PCGO solicitou apoio operacional à Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) da PCES, para a localização e captura dos envolvidos. Por meio de diversas diligências ininterruptas por toda a Grande Vitória, as equipes lograram êxito em efetuar a prisão da mulher e de dois homens na capital capixaba.

Segundo apurado no decorrer da operação, a mulher presa abriu a Pessoa Jurídica com o único propósito de vender contas bancárias para o esquema. Os dois homens presos atuavam no suporte logístico e financeiro, repassando essas contas para comparsas localizados em São Paulo. O núcleo paulista, por sua vez, era o responsável direto pela engenharia social — realizando as ligações e enganando as vítimas por meio da falsa central de atendimento — e por efetuar a lavagem do dinheiro.

Para a salvaguarda da vantagem ilícita, o grupo utilizava a pulverização dos valores em diversas contas bancárias de terceiros (diversos CPFs e CNPJs), dificultando o rastreamento dos recursos fraudulentos.

Os investigados responderão por fraude eletrônica, crime previsto no artigo 171, §2º-A, do Código Penal, além de associação criminosa do art. 288, também do Código Penal, e possivelmente por lavagem de dinheiro, da Lei 9.613 de 1998, cujas penas somadas podem superar 20 anos de reclusão.

A Polícia Civil prossegue com as investigações para identificar e prender o restante da quadrilha no estado de São Paulo, bem como localizar outras possíveis vítimas e rastrear o destino de todo o valor objetos do crime.

Arthur Oliveira

Estagiário sob supervisão de Andréia Bahia

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