As convenções realizadas em Goiás até este domingo (2) confirmaram duas candidaturas ao governo, encaminharam a terceira, definiram o primeiro nome da esquerda para o Senado e ampliaram a coligação do governador Daniel Vilela (MDB). As principais pendências, porém, foram empurradas para os últimos três dias do calendário partidário.
A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, homologou no sábado (1º) a candidatura do ex-deputado estadual Luis César Bueno ao Governo de Goiás. O encontro também aprovou a indicação do advogado Carlos Mundim, do PDT, para a vice. O nome ainda depende da convenção pedetista, marcada para esta segunda-feira (3).
O bloco confirmou ainda uma frente com sete partidos: PT, PCdoB, PV, PSOL, Rede, PDT e PSB. A composição será o palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Goiás. “Formamos uma aliança histórica em Goiás. Vamos ampliar nossas bancadas e trabalhar para reeleger o presidente Lula no primeiro turno”, afirmou a deputada federal e presidente do PT em Goiás, Adriana Accorsi.
No domingo, a Federação PSOL-Rede oficializou a presidente do PSOL em Goiás, Cíntia Dias, como candidata ao Senado. Patrick de Noronha, da Rede, ficou com a primeira suplência. A segunda vaga da frente para o Senado continua aberta, com a ex-deputada estadual Isaura Lemos, do PSB, e o ex-deputado federal Aldo Arantes, do PCdoB, entre os nomes discutidos.
Na direita, o Novo desistiu de candidatura própria ao governo e aprovou aliança com o PL. A convenção da legenda confirmou apoio ao senador Wilder Morais para governador e à advogada Ana Paula Rezende para vice. O partido também fechou apoio aos deputados federais Gustavo Gayer e Oséias Varão para o Senado. A chapa depende agora da homologação do PL, cuja convenção ocorre na noite desta segunda-feira.
A base governista também avançou. O Mobiliza oficializou no sábado apoio à candidatura de Daniel Vilela à reeleição, enquanto o Podemos deixou em aberto a composição majoritária, apesar de dar sinais que vai caminhar com o emedebista. Daniel dá como certa a adesão do Podemos e anunciou uma aliança que reúne 12 partidos. Vice e a chapa ao Senado ainda serão definidos na convenção do MDB e das legendas aliadas, marcada para próxima quarta-feira (5).
O Mobiliza tomou uma decisão própria para o Senado. A legenda declarou apoio ao ex-prefeito de Aparecida de Goiânia e presidente da Federação PRD-Solidariedade em Goiás, Gustavo Mendanha, para uma das vagas. Para o segundo voto, candidatos e filiados foram liberados.
Entre os partidos menores, a Unidade Popular foi a primeira a homologar uma chapa completa e independente. Luciana Amorim será candidata ao governo, com Cayammi Henrique na vice e Guilherme Darque para o Senado. Amorim é, até o momento, a única mulher confirmada na disputa pelo Palácio das Esmeraldas.
O Missão, por sua vez, decidiu ficar neutro nas disputas para governador e senador. Em sua primeira convenção estadual, a legenda homologou 13 candidaturas a deputado federal e concentrou sua estratégia na eleição proporcional.
O quadro continuará aberto até quarta-feira. Além das convenções de PDT e PL nesta segunda, o PSB se reúne na terça-feira (4). Na quarta, MDB e aliados deverão homologar Daniel Vilela e fechar a chapa governista, enquanto a Federação PSDB-Cidadania deve confirmar o ex-governador Marconi Perillo ao governo. O prazo legal para as convenções termina em 5 de agosto.












