Preso e indiciado por estupro de vulnerável, o ator Marco Furlan afirma não se lembrar de como foi parar na cama onde foi encontrado sem roupas ao lado de uma criança de 5 anos. A nova versão foi apresentada pela advogada Graciele Queiroz em entrevista divulgada nesta quarta-feira (12).
Segundo a defesa em entrevista à UOL, Furlan participou de uma festa de aniversário em uma chácara de Pindamonhangaba, no interior de São Paulo. Ele teria ingerido bebidas alcoólicas e mantido uma relação sexual com a aniversariante, que seria prima dele. O ator alega que passou mal durante o ato e foi levado ao banheiro pela mulher. Ele afirma não se recordar do período entre esse momento e a chegada da mãe da criança ao quarto.
A aniversariante não confirmou à polícia que manteve relação sexual com Furlan. Conforme a advogada, a mulher afirmou no depoimento apenas que o ator estava passando mal e que pediu para que ele fosse ao banheiro.
Versão do boletim é negada
O boletim de ocorrência aponta que Marco Furlan teria dito aos policiais que confundiu a criança com sua namorada. A defesa nega que essa declaração tenha sido feita. Graciele Queiroz informou que pretende buscar registros das câmeras corporais dos agentes para esclarecer o ponto. No entanto, o próprio boletim informa que os policiais que atenderam à ocorrência não utilizavam os equipamentos.
A advogada argumenta ainda que um exame toxicológico deveria ter sido realizado no ator em razão dos alegados lapsos de memória. Ela afirma que Furlan não conhecia a criança, não sabia da presença dela na festa e nunca havia entrado na casa.
O que diz a família da criança?
De acordo com o relato apresentado às autoridades, a mãe teria ouvido o filho e, ao chegar ao quarto, encontrou a criança e o ator sem roupas. Pessoas presentes na festa impediram que Furlan deixasse o local até a chegada da polícia.
O primeiro laudo pericial não constatou lesões visíveis. A representante da família, Maria Fernanda Mituo, ponderou que a ausência dessas marcas não descarta, por si só, a ocorrência de estupro de vulnerável. Outros exames ainda não tiveram os resultados divulgados.
A criança também deverá prestar depoimento em procedimento especializado, destinado a evitar exposição e revitimização.
Defesa questiona rapidez do inquérito
Marco Furlan foi preso em flagrante e posteriormente indiciado. Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, o inquérito conduzido pela Delegacia de Defesa da Mulher de Pindamonhangaba foi encaminhado ao Ministério Público.
A defesa reclama que a apuração foi concluída em cinco dias. A advogada sustenta que testemunhas presentes na residência não foram ouvidas e que objetos que poderiam auxiliar na investigação, como o lençol da cama, não teriam sido recolhidos.
O indiciamento representa o entendimento da autoridade policial de que existem elementos para atribuir ao investigado a possível autoria do crime. Ele não significa condenação. A defesa afirma que Marco Furlan é inocente e que contestará as conclusões do inquérito.
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