Mulheres em situação de violência doméstica ou familiar poderão receber gratuitamente armas não letais como spray de extratos vegetais e dispositivos de choque para defesa pessoal em Goiás. A medida está prevista no projeto de lei nº 17.015/26, apresentado pela deputada estadual Bia de Lima (PT) na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego).
A proposta altera a Política Estadual para o Sistema Integrado de Informações de Violência Contra a Mulher. Pelo texto, poderão ter acesso aos equipamentos mulheres que apresentarem boletim de ocorrência relacionado à violência doméstica ou medida protetiva de urgência concedida pela Justiça.
A entrega, entretanto, não seria automática. O projeto permite que o fornecimento seja condicionado a uma avaliação de risco feita pelos órgãos competentes. A concessão também dependeria da participação obrigatória da beneficiária em curso de capacitação promovido ou credenciado pelo Estado.
Outra exigência prevista é a realização de avaliação psicológica por profissional habilitado. A mulher contemplada ainda precisaria assinar um termo de responsabilidade, comprometendo-se a utilizar os equipamentos exclusivamente em situações de legítima defesa ou para proteger terceiros.
O projeto cita especificamente o spray produzido com extratos vegetais e o dispositivo eletrônico incapacitante por condução de energia, popularmente conhecido como arma de choque. O texto também admite a entrega de equipamento equivalente, desde que autorizado pela legislação.
Na justificativa, Bia de Lima afirma que a violência doméstica permanece como um grave problema social e de segurança pública. Para a parlamentar, o Estado precisa adotar medidas preventivas capazes de ampliar as possibilidades de proteção das mulheres ameaçadas.
A apresentação do projeto, porém, ainda não garante que os dispositivos serão distribuídos. A matéria será encaminhada inicialmente à Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), responsável por analisar a constitucionalidade e a legalidade da proposta. Se avançar, o texto ainda precisará passar pelas demais etapas de tramitação na Alego antes de seguir para eventual sanção do Governo de Goiás.











