Avião HC-130J Combat King II está na Base Aérea de Campo Grande para o Exercício Tápio 2026. Presença ocorre em meio ao alerta da Abin sobre risco crítico de interferência externa nas eleições.
A aeronave Lockheed Martin HC-130J Combat King II, da Força Aérea dos Estados Unidos, pousou no Brasil em 9 de setembro para participar do Exercício Conjunto Tápio 2026. O avião está na Base Aérea de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, e integra um treinamento militar conjunto com a Força Aérea Brasileira (FAB) e forças de outros países.
O mesmo modelo foi empregado no apoio à operação que resultou na captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, em janeiro de 2026. Na ocasião, a aeronave operou a partir de Porto Rico e deu suporte às tropas envolvidas na incursão em Caracas.
Treinamento conjunto
O Exercício Conjunto Tápio 2026 ocorre entre 14 de agosto e 24 de setembro, com atividades em Campo Grande, Aquidauana, Miranda e Bodoquena. O treinamento simula missões de resgate e apoio em áreas remotas, incluindo operações de busca e salvamento em combate e reabastecimento de helicópteros em voo.
O HC-130J é a única plataforma de asa fixa dedicada exclusivamente a operações de resgate e recuperação de pessoal do inventário da Força Aérea americana. A aeronave pode lançar paraquedistas e suprimentos, realizar evacuações aeromédicas e abastecer helicópteros em zonas avançadas.
Contexto político e alerta da Abin
A presença da aeronave no Brasil ocorre a menos de duas semanas do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. A chegada do avião se dá em um cenário em que um relatório da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) elevou para nível crítico o risco de influência e interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras.
O documento reservado foi encaminhado em agosto à Presidência da República, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Ministério da Justiça. A avaliação da Abin aponta uma tendência de escalada da pressão de Washington sobre o Brasil e de reorientação da política dos EUA para a América Latina.
O governo brasileiro condenou a operação que capturou Maduro em janeiro. Na ocasião, o presidente Lula classificou a ação como uma afronta à soberania da Venezuela e um precedente perigoso para a comunidade internacional.
LEIA MAIS:
“Uma civilização inteira morrerá” Ameaça de Trump ao Irã eleva tensão e amplia críticas aos EUA













