Daniel Vilela (MDB), Luis Cesar Bueno (PT), Marconi Perillo (PSDB) e Wilder Morais (PL) participam, na noite desta terça-feira (29), do último debate entre candidatos ao Governo de Goiás antes do primeiro turno das eleições, marcado para domingo (4). O encontro é realizado pela TV Anhanguera, em Goiânia.
No primeiro bloco, os candidatos fizeram perguntas entre si e abordaram temas como saúde pública, agronegócio, esporte, endividamento e saneamento básico. A discussão também foi marcada por críticas entre os concorrentes e apresentação de propostas para diferentes áreas da administração estadual.
Fila de cirurgias de eletivas
O primeiro confronto foi entre Marconi Perillo e Wilder Morais, com o ex-governador questionando o senador sobre a situação da saúde pública em Goiás e, especificamente, sobre a fila de cirurgias eletivas no Estado.
Marconi e Wilder fizeram críticas à situação atual e apresentaram propostas para enfrentar o problema. Wilder defendeu a realização de parcerias com hospitais da rede privada como alternativa para ampliar a oferta de procedimentos.
Marconi, por sua vez, prometeu criar uma iniciativa que chamou de “Vapt Vupt da Saúde”, com o objetivo de zerar as filas de cirurgias eletivas e exames. O candidato também defendeu a participação da iniciativa privada como forma de ampliar a capacidade de atendimento.
Wilder questiona Luis Cesar sobre MST
Na sequência, Wilder Morais perguntou a Luis Cesar Bueno sobre o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e a relação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o agronegócio.
Luis Cesar afirmou que Lula apoia o setor agropecuário e defendeu também as políticas voltadas à agricultura familiar e à reforma agrária. Segundo o candidato, não seria necessário recorrer à invasão de propriedades e o governo federal estaria valorizando a produção agrícola e a agricultura familiar.
Na resposta, Wilder afirmou que nenhuma propriedade rural de produtores do agronegócio será invadida em Goiás e defendeu ainda um projeto de lei que permite o porte de arma para produtores rurais. Luís Cesar também criticou ações do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro relacionadas ao setor e afirmou que Lula é “o presidente do agronegócio”, mas também da agricultura familiar.
Esporte vira confronto entre Daniel e Marconi
O governador Daniel Vilela questionou Marconi Perillo sobre políticas para o esporte, citando a criação do primeiro colégio em tempo integral voltado à área e o programa Construindo Campeões.
Marconi defendeu ações realizadas durante seus governos, como a construção do Estádio Olímpico e a criação do programa Bolsa Atleta.
Daniel rebateu e afirmou que o Bolsa Atleta já existe atualmente. O governador também citou ações de sua gestão na área esportiva e destacou a realização do MotoGP em Goiás, além das obras de reforma do Estádio Serra Dourada. O emedebista também defendeu a ampliação do programa Construindo Campeões para outros municípios goianos.
Durante a réplica, Marconi afirmou: “Pelo menos o Bolsa Atleta vocês não mudaram de nome, que foi um projeto meu”. O ex-governador também criticou a realização do MotoGP. Segundo ele, o governo teria destinado cerca de R$ 600 milhões para a reforma do autódromo e a obra teria apresentado problemas, com a pista se deteriorando.
Marconi apresenta proposta para endividados
Ainda no bloco, Marconi Perillo apresentou uma proposta voltada ao endividamento dos goianos. O candidato prometeu criar o programa “Limpa Nome” para auxiliar pessoas com dívidas. Segundo Marconi, cerca de 3 milhões de goianos enfrentam problemas relacionados a dívidas, o que representa, quase metade da população do Estado.
A proposta apresentada prevê que o governo compre e securitize as dívidas, oferecendo ao devedor mais um ano de prazo para pagamento, com possibilidade de parcelamento em até 36 vezes sem juros. Marconi relacionou o problema ao cenário nacional e afirmou que o Brasil enfrenta dificuldades devido ao nível de endividamento e às altas taxas de juros.
Saneago é alvo de discussão
O último confronto do primeiro bloco foi entre Luis Cesar Bueno e Daniel Vilela. O petista questionou o governador sobre sua posição em relação ao saneamento básico e à possibilidade de privatização da Saneago.
Daniel negou que tenha defendido a privatização da companhia e afirmou que não pretende propor a venda da empresa.
Luis Cesar, por sua vez, afirmou ser contrário à privatização da Saneago e citou a venda da Celg como exemplo do que considera um problema para o Estado. Segundo o candidato, a privatização da companhia de energia teria provocado um “colapso da energia em Goiás”.









