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Dino divulga relatório com milhares de ameaças de morte a ministros do STF; confira

Ministro publicou mensagens no Instagram nesta sexta-feira (9) e afirmou que as intimidações não mudarão sua atuação na Corte


Marília Rodrigues Por Marília Rodrigues em 09/10/2026 - 12:30

Dino divulga relatório com milhares de ameaças de morte a ministros do STF; confira
(Foto: Rosinei Coutinho/STF)

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou nesta sexta-feira (9) trechos de um relatório de segurança da Corte com milhares de mensagens publicadas na internet contendo ameaças de assassinato e agressões físicas contra ministros. As imagens foram compartilhadas em seu perfil verificado no Instagram. “Recebi hoje trechos de um relatório de Segurança do STF mostrando milhares de mensagens no mesmo sentido: ameaças de assassinato e agressões diversas”, escreveu Dino.

Entre as publicações expostas, uma afirma que o ministro seria “o primeiro a ser fuzilado”, sob a alegação de que teria proibido o acesso às armas. A identificação do autor da mensagem foi ocultada por uma tarja preta.

Outra publicação cita Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin e ameaça invadir o STF e expor suas cabeças em praça pública, fazendo referência a Tiradentes.

Ministro associa ameaças à repetição de mentiras

Ao comentar o conteúdo do relatório, Dino afirmou que “o ódio exposto nas mensagens deriva da repetição de mentiras, visando causar violência”. O ministro também ressaltou que a discordância com decisões judiciais pode ser apresentada aos órgãos responsáveis pela análise de recursos. Em sua manifestação, contrapôs esse caminho às ameaças e à incitação de agressões contra magistrados.

“Se as pessoas não concordam com decisões judiciais, elas podem recorrer aos colegiados competentes. Não precisa matar o juiz que tomou a decisão, nem fazer discursos raivosos incitando perseguições e agressões”, escreveu.

Ameaças não mudarão atuação, afirma Dino

Apesar das mensagens, Dino declarou que manterá sua atuação profissional. “Em nada alterarei a minha atuação profissional, pois nunca minha perna ou minha mão tremeram, nem minha voz se alterou”, afirmou.

Na mesma publicação, o ministro alertou para as consequências do medo sobre o exercício da atividade judicial.

“Mas fica uma reflexão essencial: se um juiz passar a ter medo de decidir um processo, à vista do suposto risco de sofrer perseguições pessoais, não existe mais Poder Judiciário. Nem Constituição”, completou.

Ao menos desde 2019, ministros do STF e seus familiares têm sido alvo de ameaças de agressões físicas e assassinatos relacionadas a decisões judiciais. Naquele ano, o então presidente da Corte, Dias Toffoli, determinou, de ofício, a abertura de uma investigação para apurar as ameaças. O processo ficou conhecido como Inquérito das Fake News e permanece em andamento.

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