O Goiás Esporte Clube terá Munir Calixto Júnior à frente da Presidência Executiva até a eleição prevista para dezembro. A definição veio após a renúncia de Aroldo Guidão Filho, anunciada na terça-feira, 6, em meio a dificuldades financeiras e à pressão sobre a gestão do clube.
Apesar da saída antecipada do antigo presidente, a diretoria decidiu manter o calendário eleitoral. Com isso, a votação continua prevista para a primeira quinzena de dezembro, sem antecipação do processo para definir o próximo dirigente.
Antes de assumir o comando executivo, Munir ocupava a Vice-Presidência Jurídica e integrava o Conselho Deliberativo havia mais de dez anos. Advogado, ele conhece a estrutura interna do clube e terá a responsabilidade de conduzir a administração até a definição do próximo mandato.
Troca na presidência muda responsável pelo setor jurídico
A promoção de Munir também exigiu uma alteração na composição da diretoria. Geraldo Costa Ferreira Neto assumiu a Vice-Presidência Jurídica, enquanto os demais dirigentes mantiveram suas atribuições. José João Batista Stival Júnior continua responsável pelos Esportes Olímpicos, Paralímpicos, Iniciação Esportiva e área Social. Já Marcus Ulysses de Oliveira permanece à frente de Marketing, Comunicação e Novos Negócios.
No futebol, Leonardo Pacheco segue como diretor executivo, e Michel Alves continua no cargo de diretor de futebol. Até o momento, o clube não anunciou outras mudanças relacionadas à saída de Guidão. A manutenção dos demais integrantes preserva a estrutura administrativa neste período de transição. Ao mesmo tempo, a diretoria terá de conciliar as demandas imediatas com as decisões necessárias para organizar o próximo ano.
Atrasos em pagamentos aumentam pressão sobre o Goiás
A mudança no comando ocorre em meio a problemas financeiros que atingem o elenco. O clube acumula atrasos relacionados a salários, direitos de imagem e premiações, situação que levou jogadores a cobrar publicamente o cumprimento dos compromissos assumidos pela administração.
Em setembro, os atletas divulgaram uma carta aberta para manifestar insatisfação com os pagamentos pendentes. Além disso, o grupo adotou uma medida de protesto antes do clássico contra o Atlético-GO, ao deixar de conceder entrevistas durante a semana que antecedeu a partida.
O Goiás regularizou parte dos valores antes do confronto, mas outros compromissos continuaram pendentes. Dessa maneira, a crise financeira seguiu como um dos principais pontos de desgaste da gestão.
A situação representa um dos desafios imediatos para Munir. Além de garantir a continuidade das atividades do clube, o novo presidente terá de acompanhar a regularização dos pagamentos e a organização das contas, enquanto a diretoria prepara o planejamento esportivo.
Próxima gestão terá de definir prioridades para 2027
A eleição de dezembro definirá quem assumirá a Presidência Executiva no próximo mandato. Até lá, Munir permanecerá no cargo, enquanto o processo eleitoral determinará os rumos políticos e administrativos do Goiás.
A escolha do novo presidente ocorrerá em um momento relevante para o planejamento da instituição. A situação financeira exigirá atenção, mas a montagem do elenco e a definição das prioridades esportivas também estarão entre as tarefas da futura administração.
Por enquanto, a decisão de manter o calendário eleitoral evita uma antecipação da disputa em meio à mudança de comando. A permanência de Munir até dezembro assegura a continuidade da estrutura executiva, embora não resolva, por si só, os problemas que levaram o clube a enfrentar mais um período de pressão interna.










