Um projeto de lei que propõe a criação de um piso salarial regional de R$ 8.500 para administradores em Goiás foi colocado no Opine Cidadão, da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego). Na plataforma, os cidadãos podem registrar se são favoráveis ou contrários à proposta. A consulta permite que a população manifeste sua opinião, mas não significa que o projeto já tenha sido aprovado.
De autoria do deputado estadual Virmondes Cruvinel (União Brasil), o texto prevê o piso para profissionais habilitados em Administração e contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) por empresas privadas estabelecidas em Goiás. O valor seria válido para uma jornada de 40 horas semanais, com pagamento proporcional para jornadas menores.
A proposta também estabelece reajuste anual pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Convenções ou acordos coletivos poderiam fixar valores superiores ao piso previsto no projeto.
O texto exclui da regra trabalhadores que já tenham piso definido em lei federal, convenção ou acordo coletivo. Também não se aplicaria a servidores e empregados públicos nem a trabalhadores de microempresas e empresas de pequeno porte.
Na justificativa, o autor afirma que a proposta atende a uma demanda da categoria e busca reconhecer a formação e as responsabilidades dos administradores. O projeto ainda precisa passar pela tramitação legislativa, incluindo análise das comissões e votação dos deputados, antes de poder se tornar lei.
O que prevê o projeto
O piso de R$ 8.500 seria destinado a administradores contratados pela iniciativa privada, sob regime CLT, para jornada de 40 horas por semana. O texto prevê reajuste anual pelo INPC e deixa de fora servidores públicos, empregados de empresas públicas, profissionais com piso definido em negociação coletiva e trabalhadores de micro e pequenas empresas.












