A indústria goiana encerrou os oito primeiros meses de 2026 com crescimento de 2% na produção. No mesmo período, o avanço nacional foi de 0,8%, segundo a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), do IBGE.
A diferença corresponde a 1,2 ponto percentual. No acumulado dos últimos 12 meses, Goiás também apresenta resultado superior: crescimento de 2,8%, contra 0,6% no Brasil.
Entre as atividades que contribuíram para o desempenho estão a fabricação de veículos, a produção de biocombustíveis e o segmento farmacêutico. Os resultados variam conforme a atividade e o período de comparação.
Setor automotivo cresce nos três recortes
A fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias avançou 14,7% em agosto, na comparação com agosto de 2025. De janeiro a agosto, o crescimento foi de 24,6%. Já no acumulado de 12 meses, o segmento registrou expansão de 15,6%.
Os três indicadores mostram o comportamento da atividade em intervalos diferentes. O resultado de agosto compara meses equivalentes de dois anos, enquanto o acumulado anual reúne os oito primeiros meses de 2026.
Álcool e biodiesel têm participação no resultado
A atividade que reúne fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis cresceu 21,1% entre janeiro e agosto. A produção de álcool etílico e biodiesel impulsionou o segmento, que registrou alta de 7,9% em agosto sobre o mesmo mês de 2025. Nos últimos 12 meses, o crescimento foi de 16,4%.
Na fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos, o avanço acumulado no ano chegou a 20,2%. Em agosto, frente ao mesmo mês do ano anterior, a alta foi de 7,1%.
Metalurgia e produtos de metal
A fabricação de produtos de metal teve crescimento de 17% em agosto, enquanto a metalurgia avançou 12,3%. Ambos os percentuais utilizam agosto de 2025 como referência. Ao comentar o desempenho, o secretário estadual de Indústria, Comércio e Serviços, Joel Sant’Anna Braga Filho, destacou a importância dos polos industriais. “Goiás conta com importantes polos industriais e estamos trabalhando para ampliar esse potencial”, afirmou o secretário citando a Plataforma Logística Multimodal (DaiaPlam) e o Distrito Agroindustrial Norberto Teixeira (Dianot).
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