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Estudo aponta cinco tendências para os pit dogs em Goiás, que já são 3 mil

Levantamento reúne dados do segmento e identifica mudanças no perfil dos consumidores, nos cardápios e na forma de receber pedidos


Por Carlos Nathan Sampaio em 24/10/2026 - 08:45

Estudo aponta cinco tendências para os pit dogs em Goiás, que já são 3 mil
(Foto: Divulgação)

Goiás tem mais de 3 mil pit dogs, cerca de 1,5 mil deles em Goiânia, segundo boletim do Observatório Sebrae. O estudo reúne informações sobre o segmento e aponta tendências relacionadas ao turismo, aos hábitos alimentares e ao uso de ferramentas digitais nos estabelecimentos.

Os pit dogs são reconhecidos como patrimônio cultural imaterial de Goiás desde 2020 e de Goiânia desde 2021. Para Polyanna Marques Cardoso, analista da Unidade de Gestão Estratégica do Sebrae Goiás, esses estabelecimentos também fazem parte da identidade gastronômica do estado.

O boletim lista cinco tendências: turismo de experiência, mudanças nos hábitos alimentares, valorização da convivência, digitalização dos pedidos e uso de inteligência artificial na gestão. O estudo também ressalta que os dados de emprego apresentados dizem respeito ao conjunto do setor de alimentação fora do lar, e não especificamente aos pit dogs. Em Goiás, esse setor reúne 58 mil empresas e 51 mil empregos diretos.

Tradição e turismo

O reconhecimento cultural pode aproximar os pit dogs de roteiros gastronômicos voltados a visitantes. O boletim cita pesquisas da Expedia e da GetYourGuide sobre o interesse dos viajantes por comida local. Segundo os levantamentos, 40% dos entrevistados pela Expedia querem experimentar novos alimentos; na pesquisa da GetYourGuide, 70% indicaram experiências culinárias como a vivência local mais procurada.

Em Goiânia, há iniciativas que incluem pit dogs e hamburguerias em roteiros e eventos gastronômicos, como a Rota Goiânia Gastronômica – Um Sabor de Cada Vez, o Festival Burger Time e o Circuito X.

Mudanças nos cardápios e nos pedidos

O boletim aponta que alterações nos hábitos alimentares podem levar os estabelecimentos a oferecer lanches menores, opções vegetarianas e produtos adaptados a restrições ao glúten ou à lactose. A diversificação pode ocorrer junto à manutenção de itens tradicionais, como o x-salada. Bebidas com menos açúcar também aparecem entre as alternativas citadas.

Na operação dos estabelecimentos, recursos como cardápios acessados por QR Code, pagamento via Pix e registro eletrônico dos pedidos podem ajudar a organizar o atendimento. O estudo também menciona ferramentas de inteligência artificial, entre elas ChatGPT, Microsoft Copilot e Gemini, para analisar dados de vendas e identificar padrões de consumo.

O boletim não apresenta os dados de empregos do setor como um retrato exclusivo dos pit dogs. As 58 mil empresas e os 51 mil postos de trabalho informados abrangem toda a atividade de alimentação fora do lar em Goiás. O estudo completo pode ser consultado gratuitamente no Observatório Sebrae.

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