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Aliado diz que Flávio Bolsonaro saiu do Brasil em ‘busca de exílio’ nos EUA


Domingos Ketelbey Por Domingos Ketelbey em 27/10/2026 - 15:17

Mauricio Marcon, aliado de Flávio Bolsonaro e deputado federal mais bem votado no Rio Grande do Sul, diz que senador saiu do Brasil em busca de 'exílio' (Foto: Divulgação)

O deputado federal Mauricio Marcon (PL-RS), o mais votado do Rio Grande do Sul nas eleições deste ano, afirmou em vídeo nas redes sociais que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou o Brasil em busca de exílio nos Estados Unidos. O parlamentar apresentou a viagem como confirmada, mas disse desconhecer a rota utilizada pelo aliado, derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno.

“Flávio Bolsonaro está a caminho dos Estados Unidos, onde irá denunciar o regime que é imposto pelo Lula, Xandão e toda essa turma contra o povo brasileiro”, declarou. Marcon não apresentou documentos ou outros elementos que comprovassem a saída do país.

A declaração ocorre em meio a versões conflitantes sobre o paradeiro do senador. Segundo informações publicadas nesta terça-feira (27), a Polícia Federal verifica fronteiras e voos para apurar uma possível passagem pela Argentina. O senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha presidencial de Flávio, negou que ele tenha deixado o Brasil.

No vídeo, Marcon relacionou a suposta viagem à determinação de Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para a entrega dos passaportes de Flávio. O deputado sustentou, sem apresentar provas, que a medida teria como objetivo pressionar o senador a influenciar a eleição para a presidência do Senado.

Na versão de Marcon, a restrição serviria para favorecer a permanência de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) no comando da Casa e impedir o avanço de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo. O parlamentar apresentou essa interpretação como uma hipótese, mas passou a tratá-la como um plano ao longo da gravação.

Pressão sobre a eleição do Senado

Marcon pediu que eleitores cobrem dos senadores uma posição pública contra a recondução de Alcolumbre. Defendeu apoio a Rogério Marinho ou a outro nome indicado pela oposição para comandar a Casa.

“Nós, inclusive, como eleitores, precisamos exigir que estes senadores abram o voto, seja para Rogério Marinho, seja para qualquer candidato que a oposição indique”, afirmou.

O deputado também disse que Flávio continuará como liderança política mesmo fora do país. “Seguirá sendo o nosso líder, assim como Jair Bolsonaro”, declarou, ao defender que o aliado atue nos Estados Unidos.

A fala contrasta com a manifestação de Flávio na segunda-feira (26), quando afirmou que nunca havia pensado em deixar o Brasil e que cumpriria a determinação de entregar os passaportes. Na ocasião, o senador também informou estar proibido de sair do país.

 

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