Presidente de El Salvador, cujo modelo de segurança foi defendido pelo candidato do PL na campanha, manifestou felicitações logo após o fim do segundo turno e disse querer fortalecer a cooperação entre os dois países
O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, parabenizou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela vitória nas eleições brasileiras. A manifestação ocorreu por meio de uma carta enviada logo após o fim do segundo turno, no domingo (25/10). A informação foi divulgada inicialmente pela Folha de S.Paulo e confirmada pelo Metrópoles junto a fontes diplomáticas salvadorenhas.
No documento, Bukele escreveu que apresenta ao presidente brasileiro suas felicitações pela reeleição como presidente da República Federativa do Brasil. O presidente salvadorenho também reiterou a disposição de continuar fortalecendo as relações de amizade e cooperação entre os dois países, com base no respeito mútuo e no interesse comum.
A inspiração para Flávio
A manifestação de Bukele chama atenção porque suas políticas de segurança pública serviram de inspiração para Flávio Bolsonaro (PL) durante a campanha presidencial. O candidato do PL defendeu publicamente o modelo Bukele e prometeu implementar medidas rígidas contra o crime no Brasil, inspiradas nas ações do presidente salvadorenho desde que ele assumiu o cargo, em 2019.
Desde então, El Salvador passou a operar sob um regime de exceção. O plano de controle territorial e encarceramento em massa se tornou a marca da gestão de Bukele e foi apresentado por Flávio como referência para o Brasil. A carta enviada a Lula ocorre, portanto, em um contexto em que o próprio inspirador do candidato derrotado reconhece o resultado da eleição brasileira.
Reconhecimento internacional
Além de Bukele, outras lideranças internacionais já reconheceram a vitória de Lula. O processo eleitoral também foi validado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pelo Partido Liberal (PL) e pelo candidato a vice na chapa de Flávio, o deputado Alfredo Gaspar.
Observadores internacionais, como a Organização dos Estados Americanos (OEA) e o Centro Carter, afirmaram que as eleições brasileiras foram legítimas. O reconhecimento de Bukele se soma a esse conjunto de manifestações e reforça a validação do pleito no plano externo.
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