Skip to content

BYD nacionaliza produção no Brasil e prepara exportação de veículos para o Mercosul

Montadora chinesa já investiu mais de R$ 11 bilhões em Camaçari, prevê 20 mil empregos diretos e pretende produzir 600 mil veículos por ano até 2030


Fábio Prado Por Fábio Prado em 30/10/2026 - 17:35

BYD nacionaliza produção no Brasil e prepara exportação de veículos para o Mercosul
BYD nacionaliza produção no Brasil e prepara exportação de veículos para o Mercosul - Foto: Reproução/Internet

Montadora chinesa já investiu mais de R$ 11 bilhões em Camaçari, prevê 20 mil empregos diretos e pretende produzir 600 mil veículos por ano até 2030

A BYD vai iniciar, entre novembro e dezembro de 2026, uma nova etapa de produção de automóveis em Camaçari, na Bahia. A montadora chinesa passa a fabricar componentes nacionalmente e amplia suas operações industriais no complexo que pertenceu à Ford. A informação foi divulgada inicialmente pela Folha de S.Paulo e confirmada pelo Brasil 247.

Segundo a empresa, a expectativa é alcançar 50% de conteúdo local nos veículos já em janeiro de 2027. Esse patamar abre caminho para exportações aos países do Mercosul, que exigem índice mínimo de peças produzidas na região para o comércio preferencial. A Reuters e a Exame confirmam a meta de nacionalização para o início do próximo ano.

Investimento e expansão

A BYD já investiu mais de R$ 11 bilhões na região, conforme o Brasil 247, e confirmou a instalação de 17 fornecedores no empreendimento. A empresa também concluiu os setores de pintura, estamparia e soldagem, etapas que permitem produzir o veículo completo no país.

A mudança representa um avanço em relação aos sistemas CKD e SKD, usados no início da operação, nos quais os carros chegavam desmontados ou parcialmente montados para finalização no Brasil. Com as novas linhas, a montadora pretende ampliar gradualmente a participação de peças e processos nacionais na fabricação.

Conteúdo local e exportações

O acordo comercial do Mercosul estabelece exigências de conteúdo regional para o comércio preferencial de veículos. A empresa trabalha com a perspectiva de superar o patamar de 35% mencionado na reportagem e chegar aos 50% no início de 2027. A Exame informa que atingir esse nível de nacionalização deve ajudar a BYD a ser reconhecida como fabricante local e ampliar as possibilidades de exportação regional.

A unidade brasileira já recebeu encomendas de 50 mil veículos do México e outras 50 mil da Argentina, segundo a Exame e a BPMoney. A empresa espera começar a atender esses contratos a partir de 2027. A Bahia Econômica também confirma as 100 mil unidades encomendadas pelos dois países.

Empregos e modelos

A fábrica de Camaçari emprega atualmente cerca de 9 mil pessoas, conforme a Exame, com previsão de chegar a aproximadamente 10 mil trabalhadores até o fim deste ano. A meta da BYD é alcançar 20 mil empregos diretos até 2030, segundo o Brasil 247. A BPMoney informa que 90% da mão de obra é local.

Três modelos saem das linhas da fábrica: o Dolphin Mini, o sedã King e o Song Pro, que é híbrido. A montadora também prepara a produção do Song Plus. A capacidade inicial é de 150 mil veículos por ano, com planos de chegar a 300 mil na primeira fase de expansão e a 600 mil até 2030.

Meta de liderança

A BYD deu entrada nos procedimentos de licenciamento para duplicar o limite de fabricação da unidade e alcançar 600 mil veículos anuais. A finalidade assumida pela montadora é converter o complexo baiano em uma central de exportação voltada a toda a América Latina.

A empresa também estabeleceu como meta se tornar a maior fabricante do país em volume de vendas até 2030. Em setembro, a BYD registrou 22.209 veículos no Brasil, equivalentes a 8,5% do mercado nacional, segundo dados apresentados pela própria empresa e divulgados pela Exame.

LEIA MAIS: 

Flávio admite encontro com Vorcaro após prisão e diz que foi encerrar aporte a filme de Bolsonaro

Israel é eleito o país mais impopular do mundo; imagem é manchada por guerra e mortes de civis e jornalistas

Pesquisa