Goiás registrou aumento de 88% nos atendimentos psicológicos a mulheres em situação de violência realizados pelo Centro de Referência Estadual da Igualdade (Crei). Foram 363 atendimentos entre janeiro e abril de 2026, contra 193 nos mesmos meses de 2025. No primeiro quadrimestre deste ano, a unidade também fez 156 orientações jurídicas. Os dados são da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Seds).
O Crei oferece acolhimento psicológico e social e orientação jurídica especializada, em articulação com serviços municipais. A rede estadual também inclui o Goiás Por Elas, programa que prevê benefício mensal de R$ 300, por até 12 meses, para mulheres em situação de violência doméstica que tenham medida protetiva. De janeiro a setembro de 2026, foram entregues 4.221 cartões do programa.
Segundo o secretário de Desenvolvimento Social, Wellington Matos, as ações dependem da articulação entre órgãos públicos e entidades da sociedade civil. Ele citou o Protocolo Todos Por Elas, voltado à prevenção, e a prioridade de acesso das beneficiárias do Goiás Por Elas a programas do Goiás Social, da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), da Saneago e da Equatorial.
Para levar atendimento a regiões distantes, o Ônibus Lilás oferece orientação, acolhimento e ações de prevenção em assentamentos, aldeias indígenas e comunidades rurais e quilombolas. Em 2026, foram realizadas cinco ações itinerantes no estado. Outra iniciativa, o Goiás Pela Vida das Mulheres, atua em municípios com maiores taxas de violência contra mulheres. O Pacto Goiano pelo Fim da Violência contra as Mulheres prevê ações municipais de prevenção e enfrentamento.
A qualificação dos profissionais também integra a estratégia estadual. Até o primeiro semestre deste ano, 936 profissionais foram capacitados para atuar em grupos reflexivos e no atendimento especializado. Já o programa Dignidade Menstrual, voltado à distribuição de absorventes e à saúde menstrual, alcançou 15.640 mulheres em situação de vulnerabilidade em 37 municípios goianos.











