Um menino de 11 anos de idade foi encontrado em uma fazenda de Mara Rosa, no interior do estado, em situação de vulnerabilidade física e social. O Ministério Público recebeu uma denúncia sobre o caso e, ao chegar ao local, constatou que além de ser submetido a váris trabalhos braçais em troca de cama e comida, a criança também estava sem frequentar a escola.
Ao ser interrogado pelo Conselho Tutelar do município sobre a situação, o proprietário da fazenda afirmou que não possui nenhum vínculo familiar com o menor e garantiu que ele foi levado para o local há cerca de quatro meses a pedido da própria mãe.
Procurada, a mãe do garoto não quis fornecer o próprio endereço e afirmou que, enquanto eles moravam juntos, o menino dava muito trabalho para estudar, motivo que a teria feito tirá-lo da escola há dois anos. Ela deixou claro não haver interesse em retomar a tutela do menino, deixado sob os cuidados do fazendeiro, de quem ela havia alugado uma casa.
A promotora de Justiça Gisele de Sousa Campos Coelho representou à Justiça pela perda do poder familiar da mãe, além de pedir a aplicação de medida de proteção e acolhimento institucional para o menino, com a realização de um estudo psicossocial do caso.
A Justiça determinou que a crança seja acolhida da Casa de Acolhimento de Mara Rosa, onde deverá receber acompanhamento e tratamento adequado, além de outros cuidados de que necessite.
Apesar de deferidos os pedidos, a decisão judicial ainda não foi cumprida.















