O avanço das queimadas durante a estiagem levou o Governo de Goiás a reforçar as ações de prevenção, monitoramento e combate aos incêndios em vegetação. Dados do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Lasa/UFRJ) mostram que 138.908 hectares já foram atingidos pelo fogo em Goiás em 2026, até 16 de agosto.
O número representa aumento de 23,3% em relação ao mesmo período de 2025, quando 112.686 hectares haviam sido queimados. A diferença corresponde a 26.222 hectares a mais atingidos pelo fogo neste ano.
Diante do cenário, o Governo de Goiás, por meio do Corpo de Bombeiros Militar e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), intensificou as medidas de prevenção e resposta aos incêndios. A estratégia reúne equipes em campo, monitoramento por satélite e atuação integrada entre órgãos estaduais e municipais.
138 mil hectares já queimados em Goiás neste ano
O levantamento do Lasa/UFRJ revela que mais de 138 mil hectares já foram consumidos pelo fogo em Goiás em 2026, antes mesmo do fim do período de estiagem.
A área atingida equivale a mais de 1.389 quilômetros quadrados. O crescimento em relação ao ano passado aumenta a preocupação com a propagação das chamas durante os meses de maior seca.
Para enfrentar o período crítico, o Estado decretou emergência ambiental em todo o território goiano por 120 dias. O Decreto nº 10.962 também suspendeu o uso do fogo em vegetação entre 1º de julho e 31 de outubro de 2026, intervalo considerado de maior risco para incêndios.
Há exceções para povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, desde que sejam cumpridos os procedimentos previstos na legislação e realizada a comunicação prévia à Semad.
125 profissionais atuam diariamente nas unidades de conservação
Nas unidades de conservação estaduais, 125 profissionais especializados são mobilizados diariamente para atuar na prevenção e no combate aos incêndios.
O planejamento inclui equipes das próprias unidades de conservação, bases do Programa de Pagamento por Serviços Ambientais e o posto de comando instalado em Alto Paraíso de Goiás.
O Corpo de Bombeiros também mantém equipes de prontidão em oito parques estaduais e nas 72 unidades operacionais distribuídas pelo território goiano.
Satélites ajudam a localizar áreas queimadas
O monitoramento das queimadas conta com informações do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que utiliza imagens de satélite para identificar focos de calor e áreas atingidas pelo fogo.
O Monitor de Queimadas envia alertas com geolocalização para brigadas, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e secretarias municipais de meio ambiente. Com os dados, as equipes conseguem direcionar a resposta para os locais onde há registro de incêndios.
Ação humana está entre as principais causas
De acordo com dados do Corpo de Bombeiros, a maior parte dos incêndios em vegetação está relacionada à ação humana, seja de forma acidental ou intencional.
Entre as situações recorrentes estão o uso inadequado do fogo para limpeza de terrenos e propriedades rurais, manejo de pastagens e queima de resíduos.
As condições climáticas também aumentam o risco. Baixa umidade do ar, temperaturas elevadas, estiagem prolongada e vegetação seca facilitam a propagação das chamas e dificultam o controle dos incêndios.
O Governo de Goiás orienta a população a não realizar queimadas durante o período de estiagem e a comunicar imediatamente as autoridades ao identificar um incêndio. O Corpo de Bombeiros pode ser acionado pelo 193.
A situação de emergência também permite a adoção de medidas administrativas para acelerar ações de resposta, incluindo contratação temporária de pessoal e aquisição de bens, materiais e serviços destinados ao enfrentamento dos incêndios.
O alerta para este ano é reforçado pelo próprio volume de área já atingida: Goiás chegou a 138.908 hectares queimados até 16 de agosto, 23,3% acima do registrado no mesmo período de 2025.
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