Expansão do IA Contra o Crime está mais de 90% concluída em Goiás. Até dezembro, 202 municípios terão a tecnologia, com mais de 5,3 mil câmeras e expectativa de elucidar mais de 10 mil ocorrências em 2026.
A expansão do programa IA Contra o Crime já está mais de 90% concluída em Goiás. Dos 202 municípios previstos para receber a tecnologia até o fim deste ano, 194 já contam com o sistema instalado e os oito restantes serão contemplados até dezembro. A nova estrutura contará com mais de 5,3 mil câmeras de videomonitoramento e formará um cinturão virtual de segurança com capacidade para alcançar 95% da população goiana.
A expectativa é que mais de 10 mil ocorrências sejam elucidadas com apoio da tecnologia ainda em 2026. Nesta segunda-feira (14), o governador Daniel Vilela (MDB) apresentou os próximos passos da iniciativa, que utiliza inteligência artificial para analisar imagens, identificar pessoas e veículos e auxiliar as forças de segurança na prevenção, investigação e solução de crimes.
Depois de alcançar 202 cidades, a meta é avançar para os 246 municípios goianos e universalizar a presença da plataforma em todo o estado. Durante reunião técnica com os comandos regionais das forças de segurança, em Goiânia, Daniel destacou que a expansão permitirá ampliar a capacidade da plataforma, que integra Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e Polícia Técnico-Científica e utiliza câmeras posicionadas a partir do mapa de calor da criminalidade.
“É um sistema que já existe, e agora será ampliado com um número bem mais significativo de câmeras em todo o Estado. Serão mais de 200 municípios atendidos até o final do ano. E, depois, a nossa ideia é chegar aos 246”, projetou.
Resultados desde o projeto-piloto
A rápida expansão ocorre após os resultados alcançados desde o início do projeto-piloto, em maio de 2025. A plataforma já auxiliou na solução de mais de 2,5 mil casos policiais, contribuiu para mais de mil prisões e ajudou na recuperação de mais de mil veículos. Com a ampliação da quantidade de câmeras e da área monitorada, a expectativa é aumentar significativamente a capacidade de resposta das forças de segurança.
A tecnologia começou a ser utilizada no Entorno do Distrito Federal e avançou para a Região Metropolitana de Goiânia antes de ganhar escala estadual. O diretor da Goiás Tecnologia (GoTech), João Grego, destacou que os resultados alcançados até agora foram obtidos com apenas uma parcela dos equipamentos que estarão disponíveis quando a atual expansão estiver concluída. A avaliação é de que o crescimento da estrutura proporcionará um ganho exponencial de produtividade e resolutividade para os agentes que atuam diretamente nas ocorrências.
O titular da Secretaria de Segurança Pública (SSP), Renato Brum, ressaltou que a tecnologia terá diferentes aplicações entre as forças que integram o sistema. O uso vai desde o apoio às investigações da Polícia Civil e ao cerco realizado pela Polícia Militar até o monitoramento de queimadas pelo Corpo de Bombeiros e a coleta de dados pela Polícia Técnico-Científica.
“Vamos entregar a melhor ferramenta de IA no combate ao crime do mundo para a melhor força de segurança do Brasil. Isso vai ajudar muito a nossa polícia a tomar as melhores decisões”, complementou o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, José Frederico Lyra Netto.
Tecnologia para antecipar e solucionar crimes
Daniel ressaltou que um dos diferenciais da plataforma é a capacidade de a inteligência artificial trabalhar mesmo quando as forças policiais dispõem inicialmente de poucas informações sobre o autor de um crime. Características aparentemente simples, como a cor de uma camisa ou de um veículo e até mesmo um adesivo, podem orientar a busca em milhares de imagens.
“Nós precisamos de apenas um pequeno detalhe, às vezes a cor da camisa, às vezes a cor do carro, às vezes um adesivo em um carro. Isso já é suficiente para que a nossa plataforma, com a inteligência artificial, já possa identificar rapidamente”, explicou.
Para o governador, o modelo coloca Goiás na vanguarda do uso de tecnologia aplicada à segurança pública. Daniel afirmou que o estado pretende avançar ainda mais na integração das imagens captadas por equipamentos públicos e privados.
“Nós não temos nada igual em nenhum Estado, nenhuma força de segurança utiliza algo tão inovador e avançado tecnologicamente como essa nossa plataforma”, declarou.












