Andréia Bahia
Por 323 votos a favor, 119 contra e uma abstenção, a Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira, 25, o projeto de lei de taxação dos super-ricos e das offshores. Dos 17 deputados federais goianos, Gustavo Gayer (PL), Professor Alcides (PL), Zacharias Calil (UB) e Márcio Correa (MDB) votaram contra, e as deputadas Magda Mofato (Patriota) e Marussa Boldrin (MDB) não registraram votos.
O PL recomendou o voto contrário, mas o deputado goiano Daniel Agrobom (PL) votou a favor do projeto. Ele faz parte do grupo de parlamentares de oposição que vota a favor do governo. Tecnicamente, a oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva é feita pelo Partido Liberal, que tem 98 deputados, e pelo Novo, com três parlamentares. De acordo com as votações, no PL, 10 deputados estão mais alinhados ao governo e 11 têm uma postura mais independente. Gayer e Professor Alcides estão entre os fiéis à orientação do partido.
Todavia, os votos contra o projeto que mais chamam a atenção foram o do médico Zacharias Calil e do empresário Márcio Correa, de legendas da base do governo. O União Brasil contabilizou 14 votos contrários, o PP contabilizou 10, o MDB cinco, o PSD dois e o Republicanos quatro.
Márcio Correa, empossado deputado em agosto com a licença de Célio Silveira (MDB), faz parte do grupo de dez deputados que pretende lançar a ala do “MDB bolsonarista” na Câmara. Se intitula um conservador nos costumes liberal na economia. Zacharias Calil foi eleito em 2018 na onda bolsonarista e nunca deixou de surfar nela, apesar da perda de mais de 63 mil votos na reeleição, em 2022. Afirma ser antipetista, mas na Câmara é considerado um defensor das pautas bolsonaristas.













