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Estado cria força-tarefa para investigar mortes suspeitas


Redação Tribuna do Planalto Por Redação Tribuna do Planalto em 04/03/2024 - 09:26

Aedes aegypti é o mosquito transmissor da dengue. Foto: EBC
Aedes aegypti é o mosquito transmissor da dengue. Foto: EBC

O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES), criou uma força-tarefa para otimizar o trabalho de investigação dos óbitos suspeitos de arboviroses, doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. O estado já contabiliza em 2024 um total de 36 mortes por dengue e uma por chikungunya, segundo a última atualização, da quinta-feira, 29. No caso da dengue, outras 55 mortes ainda aguardam análise do Comitê Estadual de Investigação de Óbitos Suspeitos por Arboviroses.

A estratégia, montada na Superintendência de Vigilância em Saúde (Suvisa), conta com o reforço de mais profissionais de saúde, que avaliam os registros de mortes feitos pelos municípios goianos, por meio dos prontuários médicos. O comitê, que antes tinha uma reunião semanal, agora realiza as análises quase que diariamente. Com a agilidade no trabalho, o Estado já aumentou em mais de 200% o encerramento das investigações dos óbitos por dengue. No dia 21 de fevereiro, por exemplo, Goiás tinha apenas 9 mortes confirmadas e outras 66 em investigação.

“Esses óbitos vinham se acumulando devido à dificuldade de obter os prontuários dos pacientes, relatórios de investigação domiciliar. Com a força-tarefa, tivemos esse incremento (de mortes confirmadas) exatamente por causa da agilidade no recebimento de informações do paciente, reuniões mais frequentes das equipes de investigação, para que pudéssemos encerrar os óbitos”, explicou o secretário de Estado da Saúde, Rasível Santos.

O titular da SES disse ainda que foi realizado um trabalho com os municípios para o envio dos relatórios de investigação domiciliar com as UPAs e hospitais para receber os prontuários mais rapidamente. “Recebidos os prontuários e demais relatórios, foram todos analisados e a gente pôde confirmar essa quantidade de óbitos que temos hoje”, afirmou.

 

Redação Tribuna do Planalto

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