O Ministério Público de Goiás solicitou uma série de providências a órgãos de proteção ambiental para que apurem a causa da atípica mortandade de peixes no Rio Vermelho, afluente do Rio Araguaia, em Aruanã. Conforme apontado pelo promotor de Justiça Leonardo Maciel Moreira, a situação foi noticiada na imprensa e em vídeos que circulam nas redes sociais.
O MP encaminhou à Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema) e ao Instituto de Criminalística a notícia dos fatos, para que tenham conhecimento e eventualmente apurem crime contra o meio ambiente. Também foram solicitadas a coleta e análise da água e da ictiofauna (conjunto das espécies de peixes que existem numa determinada região), a fim de verificar a causa desconhecida da morte dos peixes.
A coleta e análise do material para a apuração dos fatos também foram solicitadas à Universidade Federal de Goiás (UFG), à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e à Saneago. Já à Secretaria de Meio Ambiente do município de Aruanã, foi pedida vistoria no local e também a prestação de informações de que tenha conhecimento sobre o caso.
O órgão solicitou também o reforço no patrulhamento na região e informações sobre possíveis fatos que possam ter ocasionado tal mortandade, especialmente se foi constatado algum despejo irregular de efluentes às margens do Rio Araguaia e seus afluentes.
A Secretaria de Meio Ambiente informou que já iniciou a investigação na última segunda-feira (04) e que ao medir o oxigênio dissolvido em quatro pontos na região do Rio Vermelho, até o seu encontro com o Rio Araguaia, detectou concentrações menores do que 3 mg/L em três deles, o que é considerado muito baixo. A resolução 357/2005 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) estabelece 5 mg/L como limite mínimo tolerável para a proteção da vida aquática.
A hipótese mais provável é a de que tenha havido aumento na quantidade de matéria orgânica despejada no rio. A causa pode estar relacionada, por exemplo, à decomposição de matéria orgânica, que pode chegar aos rios de forma natural ou por meio da ação humana.
Também foram constatados níveis de turbidez acima do limite estabelecido pela resolução do Conama em dois pontos de medição: no rio Araguaia, acima da foz do Rio Vermelho e no Araguaia, abaixo da foz do Rio Vermelho.
A Semad disse que vai continuar a analisar as amostras de água coletadas durante inspeção na região e que busca as fontes poluidoras, a fim de estabelecer com mais clareza a causa da morte dos animais, e tomar providências para evitar que o problema volte a acontecer na região.














