A Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Goiânia, presidida pela vereadora Kátia Maria (PT), realizará uma audiência pública na próxima terça-feira (23), às 10 horas, para cobrar explicações do secretário municipal de Saúde, Wilson Pollara, sobre a situação que a pasta se encontra. A parlamentar vê contexto caótico e cobra justificativas.
Esta será a segunda vez que Pollara apresenta os números da sua gestão, que assumiu em outubro de 2023. Em dezembro, ele já havia comparecido à Câmara, quando anunciou que 22,06% dos recursos próprios do município foram investidos em saúde, acima da meta constitucional de 15%.
No entanto, a Comissão de Saúde questiona a falta de transparência nesses investimentos. Segundo a vereadora Kátia, a secretaria apresenta dados genéricos, sem detalhar onde e como os recursos foram aplicados.
“A situação é grave. A saúde em Goiânia está na UTI”, denuncia a presidente da comissão. “Visitamos unidades e os problemas se repetem: falta de insumos, profissionais e condições de trabalho, além de superlotação nos Centros de Atendimento Imediato à Saúde (Cais)”, enumera. “Isso é inadmissível! Precisamos de soluções imediatas e o secretário precisa apresentar um plano de ação concreto”, exige Kátia.
Um dos principais questionamentos da Comissão de Saúde é a falta de clareza na aplicação dos recursos destinados à saúde. Apesar de apresentar um percentual de investimento acima da meta constitucional, a secretaria não detalha como esses recursos foram utilizados, o que gera desconfiança e dúvidas sobre a efetividade das ações.
Problemas estruturais e de pessoal comprometem atendimento
Além da falta de transparência, a Comissão de Saúde também destaca diversos problemas estruturais e de pessoal que comprometem o atendimento à população. A falta de insumos básicos, como medicamentos e materiais hospitalares, dificulta o diagnóstico e tratamento de pacientes. A carência de profissionais, especialmente médicos e enfermeiros, gera longas filas de espera e sobrecarga de trabalho para os servidores que estão em atividade. As condições precárias de trabalho nas unidades de saúde também contribuem para a desmotivação dos profissionais e a baixa qualidade do atendimento.
A superlotação nos Cais é outro ponto crítico que será abordado na audiência pública. As unidades de saúde estão constantemente lotadas, com pacientes em macas nos corredores e tempo de espera superior ao tolerável. Essa situação coloca em risco a vida dos pacientes e viola seus direitos à saúde e à dignidade.














