Após acertar com o bloco liderado pelo presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), Bruno Peixoto, a indicação de seu vice, o presidente da Federação das Indústrias de Goiás (Fieg), Sandro Mabel vai se reunir no fim da tarde desta sexta-feira (3), com a bancada do MDB e lideranças do partido para tentar resolver um impasse que se gerou diante do acordo.
É que até semanas atrás, o MDB trabalhava na indicação do nome que encabeçaria a chapa majoritária em Goiânia. Antes, as lideranças do partido tentaram emplacar a advogada Ana Paula Rezende, que acabou desistindo ainda no ano passado. Recentemente, o empresário e ex-prefeito de Trindade, Jânio Darrot (MDB) acabou saindo do processo.
Com a entrada de Sandro Mabel, o MDB ficou na expectativa de indicar o vice na chapa majoritária e o acordo feito pelo pré-candidato com Bruno Peixoto acabou repercutindo mal nos corredores da legenda emedebista. A reunião entre as partes vai tentar pacificar a relação política na base.
Sandro adota a tese que o MDB já está contemplado com a reeleição de Daniel Vilela, em 2026, ao Governo de Goiás. O governador Ronaldo Caiado (União Brasil), já anunciou que vai transmitir o cargo para o presidente estadual do partido em abril de 2026. É a principal cadeira do estado e Mabel garante que vai fazer campanha em torno do filho de Maguito. Por isso, é importante que, neste momento, as legendas possam ampliar o leque de alianças.
O bloco comandado por Bruno Peixoto conta com PRD, Avante e Agir. O PSB também compõem o colegiado partidário, mas ainda não cravou apoio a Sandro, já que tem conversas com a direção nacional que indicam um eventual apoio ao PT, da deputada federal Adriana Accorsi.
Nenhum dos partidos faz parte da base do governador Ronaldo Caiado. Mabel defende o acordo como forma de ampliar ainda mais o leque de alianças.













