Ângelo e Suelen Klaus, casal de pastores evangélicos, foram sentenciados a mais de 10 anos de prisão em regime fechado por tortura e cárcere privado. A condenação, proferida em 15 de maio, é resultado da descoberta de duas clínicas de reabilitação clandestinas em Anápolis, Goiás, onde 93 pessoas foram encontradas em condições degradantes.
As investigações da Polícia Civil tiveram início após a fuga de um idoso de 96 anos de uma das clínicas. Os locais, descritos pelo delegado responsável como “campos de concentração”, abrigavam vítimas com idades entre 14 e 96 anos, muitas delas com graves ferimentos e desnutridas.
Os pacientes, incluindo pessoas com deficiência e dependentes químicos, eram internados contra a vontade mediante pagamento de pelo menos um salário mínimo. Além do casal, cinco comparsas também foram condenados a penas de 2 a 3 anos de prisão.
Presos desde setembro do ano passado, Ângelo e Suelen Klaus agora iniciarão o cumprimento da pena em regime fechado, encerrando um caso que chocou a opinião pública pela crueldade e desrespeito aos direitos humanos.














