A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) admitiu arrependimento pelo episódio em que perseguiu um homem com arma em punho durante as eleições de 2022. “Deveria ter entrado no carro e ido embora”, declarou em entrevista à Folha de São Paulo neste domingo (30), referindo-se ao caso que resultou em sua condenação pelo STF a 5 anos e 3 meses de prisão (em regime semiaberto) por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal – decisão suspensa aguardando conclusão do julgamento.
Carla Zambelli, que foi uma das principais aliadas de Jair Bolsonaro, revelou sentir-se abandonada pelo ex-presidente, que recentemente a culpou pela derrota eleitoral em 2022. Na última segunda-feira, Bolsonaro disse ‘a Carla Zambelli tirou o mandato da gente’, sobre o episódio com a arma. “Eu discordo do presidente Bolsonaro. Eu acho que atrapalhou, sim. Mas não teve vários dias de divulgação dessa imagem. Foi simplesmente meio dia. Não acho que tanta gente tenha mudado de opinião em relação ao voto que daria. É um peso bastante grande ter ouvido aquilo. Pesou bastante nas minhas costas. Na verdade, desde 2022 enfrento depressão por causa desse episódio e tive vários momentos bem ruins. Ter ouvido isso dele me deixou bastante chateada.”
Porém, sobre 2026, a deputada inicialmente sugeriu os nomes de Michelle e Eduardo Bolsonaro como representantes da direita, mas depois reconsiderou, afirmando que “é cedo para definições”. Questionada sobre atos bolsonaristas, disse não participar do evento de 6 de abril na Avenida Paulista devido ao risco jurídico em seu processo.















