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Tarifas dos EUA: Goiás entre os estados menos dependentes

Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o impacto nas economias estaduais pode ultrapassar R$ 19 bilhões


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 29/07/2025 - 16:19

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O Estado deve sofrer perdas estimadas em R$ 333 milhões, segundo projeções baseadas em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

O aumento das tarifas de importação pelos Estados Unidos (EUA), previsto para entrar em vigor no próximo dia 1º de agosto, pode representar um prejuízo bilionário às exportações brasileiras, mas Goiás entre os estados menos dependentes. Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o impacto nas economias estaduais pode ultrapassar R$ 19 bilhões — atingindo especialmente os estados com maior dependência do mercado norte-americano.

Embora o peso seja desigual entre as regiões, o Centro-Oeste não escapa da retração. Goiás, por exemplo, deve sofrer perdas estimadas em R$ 333 milhões, segundo projeções baseadas em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Goiás entre os menos dependentes
Apesar de os Estados Unidos representarem apenas 3,3% das exportações goianas em 2024, o estado não está imune aos efeitos das novas tarifas. A baixa participação no total exportado evita um impacto maior proporcionalmente, mas os setores industriais que vendem para os EUA tendem a sentir o baque diretamente, principalmente no segmento de alimentos industrializados, produtos químicos e derivados do petróleo.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, alerta para os riscos à competitividade brasileira: “A imposição do expressivo e injustificável aumento das tarifas americanas traz impactos significativos para a economia nacional, penalizando setores produtivos estratégicos e comprometendo a competitividade das exportações brasileiras”, afirma.

Estados como Ceará, Espírito Santo e Paraíba apresentam alta dependência do mercado americano. No caso cearense, por exemplo, quase metade das exportações (44,9%) vão para os EUA, o que pode acarretar uma perda de R$ 190 milhões. Já em São Paulo, maior economia do país, o prejuízo pode ultrapassar R$ 4,4 bilhões, com efeitos diretos no PIB estadual. Na região Sul, Rio Grande do Sul e Paraná também aparecem entre os mais atingidos, com estimativas de retração próximas a R$ 2 bilhões cada.

Centro-Oeste acumula perdas de quase R$ 2 bilhões

Além de Goiás, os demais estados do Centro-Oeste — Mato Grosso e Mato Grosso do Sul — também sentirão os reflexos do tarifaço. Ao todo, a região pode perder cerca de R$ 1,9 bilhão, apesar de não figurar entre os maiores exportadores aos EUA. O quadro mostra que, ainda que a dependência seja relativamente baixa em Goiás, o estado segue exposto à instabilidade das relações comerciais internacionais — especialmente em setores industriais que exigem maior valor agregado e sofrem com a perda de competitividade em mercados externos.

 

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