A deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP) permanecerá presa em regime fechado na Itália. Ela passou por nova audiência nesta quarta-feira (13), quando alegou mal-estar. Ela foi examinada por um médico no local da audiência, procedimento determinado pelo juiz que a interrogou. Ela passará por uma perícia médica no próximo dia 22, determinada pelo juízo italiano, que atendeu a pedido da defesa da brasileira. Nova audiência deverá ser realizada uma semana depois da perícia.
Zambelli está presa na Itália desde o dia 29 de julho. Ela fugiu para o país, onde tem cidadania, depois de ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos de prisão por ter comandado a invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Depois da condenação, ela fugiu do Brasil. Foragida, integrava a lista da Polícia Nacional (Interpol) e foi presa depois que um parlamentar italiano revelou às autoridades daquele país o endereço de onde ela estava escondida.
A Justiça italiana decidirá de que forma Zambelli aguardará o julgamento do pedido de sua extradição para cumprimento da pena no Brasil. Ela poderá aguardar presa, em liberdade ou em prisão domiciliar.
De acordo com o UOL, a deputada chorava antes de entrar na sala de audiência e estava visivelmente abatida, com os olhos cheios de lágrimas. O pai dela, João Hélio Salgado, de 77 anos, conseguiu entrar e acompanhar a audiência.
Zambelli está afastada da Câmara dos Deputados desde 29 de maio deste ano, quando pediu a primeira licença, alegando problemas de saúde, depois de ser condenada pelo STF. Depois, ela pediu nova licença, para tratar de interesse particular.
Mandado falso
De acordo com as investigações, Zambelli foi a autora intelectual da invasão para emissão de um mandato falso de prisão contra Alexandre de Moraes. Segundo as investigações, o hackeamento foi executado por Walter Delgatti, que também foi condenado e confirmou ter realizado o trabalho a mando da parlamentar.
Após a fuga para a Itália, o governo brasileiro solicitou a extradição da deputada para o Brasil. O pedido de extradição foi oficializado no dia 11 de junho pelo ministro. Em seguida, o pedido foi enviado pelo Itamaraty ao governo italiano.
A decisão final sobre a extradição será da Justiça da Itália e do governo italiano. Em geral, o processo de extradição é demorado porque passa por diversos trâmites. São avaliados aspectos previstos na legislação italiana e nos acordos internacionais firmados entre as duas nações.
Não há prazo para definição da extradição. (Com Agência Brasil)
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