Goiânia foi a cidade com maior número de ocorrências de queimadas que afetaram diretamente a rede elétrica em Goiás entre janeiro e agosto deste ano. Foram 38 registros, de um total de 167 contabilizados no estado, o que representa um aumento superior a 22% em relação ao mesmo período de 2024.
Na sequência do ranking aparecem Anápolis (15 registros), Catalão (10), Aparecida de Goiânia (8) e Morrinhos (5). Somente no mês de agosto, Goiás registrou 46 ocorrências, quase duas por dia.
As queimadas trazem riscos à segurança da população, prejudicam a continuidade do fornecimento de energia e causam danos à infraestrutura elétrica. As condições climáticas atuais agravam o problema: com umidade abaixo de 20%, temperaturas acima de 30 °C e ventos fortes, o estado enfrenta o chamado fator 30,30,30, que facilita a propagação do fogo e dificulta o trabalho de contenção.
Casos recentes exemplificam os impactos. Um incêndio próximo à subestação que atende Aragoiânia, Guapó, Posselândia e Varjão causou interrupção temporária no fornecimento, normalizado em 22 minutos. Em Anápolis, um fogo sob linha de transmissão afetou Corumbá de Goiás, Pirenópolis, Abadiânia, Cocalzinho e Alexânia, com restabelecimento em 16 minutos.
Segundo Vinicyus Lima, gerente do Centro de Operações Integradas da concessionária de energia Equatorial, a conscientização da população é essencial para reduzir os riscos: “As queimadas não colocam em risco apenas a rede elétrica, mas também a vida das pessoas e o meio ambiente. A colaboração da sociedade é fundamental para evitar esse tipo de ocorrência e garantir um fornecimento mais seguro e contínuo”.















