Goiânia inicia setembro sob forte influência do tempo seco, típico do período de estiagem. De acordo com o Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), a capital e a região central do estado já acumulam 68 dias consecutivos sem chuvas significativas — índice considerado preocupante para a saúde da população e para o meio ambiente.
A baixa umidade relativa do ar é um dos principais agravantes: em várias cidades goianas, incluindo a capital, o índice varia entre 12% e 20%, patamar classificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como de emergência. Esse cenário favorece problemas respiratórios, ressecamento da pele e desconforto físico, além de potencializar os riscos de incêndios urbanos e florestais.
Apesar de algumas precipitações isoladas no fim de agosto — como em Chapadão do Céu (10,2 mm) e Cachoeira Alta (3,8 mm) —, o boletim do Cimehgo reforça que não houve chuvas expressivas em Goiás na última semana do mês. O solo segue com baixa umidade, em torno de 2% no estado, e apenas um pouco melhor no sul e sudoeste, onde chega a 5%.
Esse cenário se reflete no aumento das queimadas. Embora o acumulado de agosto de 2025 aponte uma redução de 20,3% em relação ao mesmo mês de 2024, algumas regiões, como o Norte e o Leste, registraram aumento expressivo no número de focos de incêndio. Goiânia aparece entre os 15 municípios com mais registros de queimadas no mês passado.
O prognóstico para os próximos dias, entre 1º e 7 de setembro, indica manutenção do tempo seco e risco alto de incêndios em todas as regiões do estado. O Cimehgo alerta para a necessidade de consciência ambiental, já que a maioria das queimadas é provocada por ação humana, e recomenda que a população evite expor-se ao sol nos horários mais quentes, aumente a hidratação e utilize umidificadores ou panos úmidos em ambientes fechados.















