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Empresa pede mais prazo para concluir remoção de resíduos no lixão em Padre Bernardo, Goiás

Cerca de 87% da pilha que desmoronou sobre o córrego Santa Bárbara já foi removida. Solicitação está em análise na Semad


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 16/09/2025 - 08:59

lixo Padre Bernardo Goiás
Cerca de 87% da pilha que desmoronou sobre o córrego Santa Bárbara já foi removida - Foto: Semad

A empresa Ouro Verde, responsável pelo lixão de Padre Bernardo, solicitou à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Goiás (Semad) a prorrogação do prazo para retirar os resíduos que desmoronaram sobre o córrego Santa Bárbara. O período estabelecido no Termo de Ajuste de Conduta (TAC) terminou na última segunda-feira (15), e o pedido está sob análise.

Segundo a empresa, já foram removidos 36,7 mil metros cúbicos de resíduos, o que equivale a 87% do total estimado de 42 mil m³. O trabalho exigiu mais de 4,5 mil viagens de caminhões. A visita de uma equipe técnica da Semad está prevista para esta terça-feira (16), tanto no lixão quanto na comunidade próxima, para avaliar o andamento da operação, verificar as condições estruturais e ouvir moradores antes de decidir sobre a prorrogação.

Os resíduos retirados estão sendo levados para uma estrutura provisória impermeabilizada e drenada. A Ouro Verde também constrói uma nova bacia de contenção de chorume e mantém bombas de drenagem em funcionamento para evitar que a água do córrego entre em contato com o lixo.

Entenda o caso

O desmoronamento da pilha de resíduos ocorreu em 18 de junho de 2025, sem deixar feridos. Funcionários haviam percebido horas antes a instabilidade da estrutura e conseguiram se afastar. O Estado só foi informado do episódio pela imprensa, já que a Ouro Verde não comunicou a Semad.

Nos primeiros dias após o acidente, não houve ação imediata da empresa, e órgãos como Semad, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, ICMBio e prefeitura de Padre Bernardo assumiram as primeiras medidas emergenciais. A Semad aplicou multa de R$ 37,5 milhões e obteve na Justiça o bloqueio de bens da empresa.

Posteriormente, em 11 de julho, a Ouro Verde assinou um TAC, comprometendo-se a recolher todo o lixo que atingiu o córrego até 15 de setembro. O lixão operava sem licença ambiental, amparado apenas por decisões liminares da Justiça Federal e Estadual, que desconsideraram pareceres técnicos da Semad e manifestações do Ministério Público Estadual e Federal.

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