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Nove cavalos morrem após suspeita de intoxicação em instituto de equoterapia em Goiânia

Outros 20 animais seguem em tratamento; análises laboratoriais vão confirmar se feno estava contaminado


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 15/10/2025 - 08:50

Os cavalos faziam parte das atividades do projeto de equoterapia mantido pelo instituto. (Imagem: Instituto Camilla Costa)

Subiu para nove o número de cavalos mortos após uma suspeita de intoxicação por feno contaminado no Instituto Camilla Costa, em Goiânia. A nova morte foi confirmada nesta quarta-feira (15). Outros 20 animais seguem sob acompanhamento veterinário.

Os cavalos faziam parte das atividades do projeto de equoterapia mantido pelo instituto, que oferece tratamento gratuito a crianças, adolescentes e idosos com diferentes condições de saúde. O local é referência em terapia assistida com cavalos, atendendo pessoas com autismo, TDAH, depressão, microcefalia, paralisia cerebral e idosos em reabilitação após AVC.

Em entrevista à TV Anhanguera, a fundadora do instituto, Camilla Costa, se emocionou ao relatar o sofrimento dos animais.

“Ver esses cavalos entrando em colapso, se contorcendo de dor e não poder fazer nada é uma sensação de impotência que eu nunca vou esquecer”, afirmou.

De acordo com a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), um fiscal esteve no local na segunda-feira (13) e constatou o adoecimento de 20 animais, sendo que seis já haviam morrido até aquela data. A equipe encontrou rolos de feno com indícios de contaminação por toxinas e recolheu amostras para análise laboratorial, que deve apontar a causa exata da intoxicação.

A oitava morte ocorreu na terça-feira (14) e a nona foi confirmada nesta quarta-feira (15).

O veterinário José Bráulio Florentino, do Hospital Rural Veterinário, explicou que o tratamento tem se concentrado em hidratação intensiva e controle da produção de gases, um dos efeitos mais graves da ingestão do feno suspeito. O também veterinário Maxwuel Claudino informou que os animais continuam sob observação e recebem medicação contínua, mas ainda apresentam dores e dificuldade intestinal.

O fornecedor do feno, Sandro Batista Andrade, afirmou à TV Anhanguera que atua há 25 anos na distribuição do insumo e que nunca houve registro de mortes relacionadas ao produto. Ele disse estar à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.

A Agrodefesa segue acompanhando o caso e aguarda o resultado das análises laboratoriais para confirmar se houve contaminação no alimento ou outro tipo de intoxicação.

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