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Com base estabilizada, Paço foca em reformas do Imas e GoiâniaPrev

Em entrevista exclusiva à Tribuna, responsável por articulação política da Prefeitura com Câmara, projeta o futuro da gestão


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 05/07/2026 - 08:00

Após a reorganização da base aliada na Câmara Municipal, a Prefeitura de Goiânia pretende concentrar esforços no segundo semestre em pautas estruturantes da administração, entre elas a reformulação do Imas e os estudos sobre o futuro do GoiâniaPrev. Para a secretária de Governo, Sabrina Garcez, a relação construída com os vereadores oferece hoje um ambiente mais favorável para o avanço dos projetos considerados prioritários pelo prefeito Sandro Mabel. Na entrevista à Tribuna do Planalto, a presidente do Republicanos na capital avalia que a legenda seguirá alinhada ao governador Daniel Vilela (MDB) em Goiás e poderá ter independência para apoiar Ronaldo Caiado (PSD), mesmo que a direção nacional caminhe com o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato ao Planalto.


Tribuna do Planalto: A Prefeitura aprovou na Câmara o empréstimo de R$ 310 milhões em uma tramitação rápida, passando por CCJ, comissões e plenário em uma semana. Como foi construída essa articulação?

Sabrina Garcêz: Primeiro, uma participação efetiva do prefeito, que se empenhou bastante nessa articulação. O nosso líder também, o presidente da Câmara. De uma maneira geral, os vereadores, os vereadores da base, entenderam a necessidade e a urgência que a gente tinha em decorrência dos prazos, que não são nossos, são prazos do governo federal e do próprio banco. Mas, principalmente, eu acho que o que culminou nessa aprovação foi a sensibilidade da Câmara com o empenho pessoal e direto do prefeito Sandro. Explicando, mostrando para os vereadores, chamando os vereadores, mostrando a importância desse projeto. A gente já tem um parque que é uma realidade e o que a gente quer é terminá-lo, é avançar com o projeto. Com esse empréstimo, a gente vai conseguir avançar substancialmente.

Qual é o tamanho da base de Sandro Mabel hoje na Câmara? A relação com os vereadores está mais estabilizada?

Então, eu acredito que a nossa base, de maneira consolidada, como eu falei, depende dos projetos, mas ela está flutuando ali na base dos 25, 27 vereadores. Nós tivemos uma grata surpresa, por exemplo, nesse empréstimo, que foi a votação favorável do professor Edward [Madureira]. Muito sensato e coerente, inclusive, com o mandato e com a própria defesa dos mandatos do PT, que foi quem começou o parque, inclusive, aqui em Goiânia. Então, não é da nossa base, mas, em alguns momentos, como nesse caso, em um projeto importante como esse, ele votou favoravelmente. Por isso que eu te falo que a gente tem uma flutuação nos votos, mas, se a gente for considerar uma base mesmo, a gente conta entre 25 e 27 parlamentares.

Essa relação com a Câmara tende a se manter até o fim do mandato?

A gente espera mudanças nessa janela eleitoral. Nós temos vários vereadores que são candidatos, inclusive parte considerável deles da nossa base. Então, se houver uma mudança, é em decorrência dos processos eleitorais.

A possível eleição de vereadores da base pode alterar a correlação de forças na Câmara?

Eu acredito que nada que vá afetar diretamente o quadro que a gente tem hoje de apoio. Até porque os suplentes são do mesmo partido e o prefeito tem mantido uma boa relação com esses partidos. Política é como nuvem: uma hora está clara, outra hora já está escura. Mas acredito que a gente vá caminhar assim, com essa relação saudável com a Câmara e uma relação muito propositiva para a cidade.

Depois do rompimento com Igor Franco, Wellington Bessa assumiu a liderança do prefeito. Qual foi o papel dele na reorganização da base?

Sem sombra de dúvidas, o Bessa tem uma característica na sua liderança que é muito importante, que é conseguir realmente trazer para o Paço aquelas demandas dos vereadores, ser um porta-voz dos vereadores e estar aqui, em todo momento, ajudando a resolver alguma demanda de outros parlamentares. Esse processo de diálogo com a Câmara, através do Bessa, melhorou demais. Ele conseguiu realmente fazer esse diálogo entre Paço e Câmara. Eu e o Bessa temos estado muito próximos também, conversando. O Bessa é muito próximo do prefeito. O prefeito vem do Parlamento, ele foi deputado federal. Ele entende esse processo legislativo, esse processo do Parlamento. E ele é uma pessoa que, pessoalmente, se envolve. O prefeito é uma pessoa que estuda os projetos que vai enviar, que dialoga com os vereadores, dialoga sobre as emendas. Ele é um prefeito muito atento ao processo legislativo. Quando o Bessa vem, ele vem nesse processo de melhorar esse diálogo, e a gente conseguiu estabelecer, nesses últimos seis meses, um trabalho de cooperação entre a Prefeitura e a Câmara.

A oposição acusa o Paço de usar emendas e programas como o Obras Cidadãs para ampliar apoio político. Como a senhora responde a essa crítica?

Todas as emendas do ano passado que estavam aptas a serem pagas foram pagas, independentemente de serem da base ou da oposição. Essa é uma postura que a Prefeitura tem. O Obras Cidadãs, a gente começa agora nesse processo de atendimento. Agora, é importante também que esses pedidos se adequem aos nossos programas. Não adianta mandar uma emenda, por exemplo, que não pode ser paga, que a instituição não pode receber. Independentemente de ser base ou oposição, isso não vai acontecer. Assim como no programa Obras Cidadãs, existe uma série de requisitos para que a gente consiga atender. Então, o mais importante para a gente é poder atender as demandas dos vereadores, que são legítimas. A gente sabe que as emendas hoje são um instrumento importante para o mandato. Mas o Obras Cidadãs também é um programa muito importante de diálogo da Prefeitura com a Câmara e com a comunidade diretamente, para fazer aquelas pequenas obras que, em outros momentos, às vezes, não teriam uma mobilização da Prefeitura por serem pequenas, mas que fazem diferença no dia a dia daquele bairro. É entender esses processos, os vereadores entenderem esses processos e participarem do programa de acordo com o que foi estipulado.

Há diálogo da Secretaria de Governo com vereadores da oposição?

Tanto a Secretaria de Governo quanto o próprio prefeito mantêm o diálogo aberto. Nós recebemos a vereadora Kátia aqui no final do ano passado, que trouxe demandas sobre o Centro da cidade. Eu estive lá na Câmara, por exemplo, duas vezes, junto com outros secretários da Prefeitura, para tratar das emendas impositivas. Atendemos todos os vereadores e seus assessores, base e oposição. A gente entende que a Prefeitura não escolhe atender A ou B. Tem que atender a demanda da população. Então, aqui a gente sempre está aberto para as demandas que vierem somar com a cidade.

O prefeito anunciou ações judiciais contra o deputado Clécio Alves e o vereador Igor Franco. A judicialização passou a ser uma estratégia da gestão contra ataques da oposição?

A gente está falando de um processo que sai da esfera política, inclusive com a utilização de fake news. Isso precisa ser combatido em todas as instâncias. Então, sempre que houver uma mentira sendo dita, sempre que ultrapassar os limites legais, eu entendo que o melhor caminho é buscar a Justiça. A Justiça está aí para dirimir justamente isso. Tanto é que eles já foram impedidos, já há algumas decisões pedindo para retirar conteúdos, porque são conteúdos ilegais. Em sendo ilegais, nós não vamos dialogar com quem espalha fake news ou com quem infringe a lei. Nesse caso, a lei está sendo infringida. Então, não existe diálogo quando existe uma infração legal.

No caso de Igor Franco, o diálogo político ficou no passado?

Já ficou no passado, mas a Secretaria de Governo, como eu te disse, tem algumas demandas que são importantes para a cidade. As demandas que são da cidade sempre são priorizadas pela Prefeitura de Goiânia. Quando o assunto for sobre a cidade, a postura da Prefeitura é ouvir todas as demandas e dialogar sobre isso. Nós só não conversamos sobre o que é ilegalidade.

Quais projetos devem concentrar a articulação da Prefeitura no segundo semestre?

Olha, a gente tem a discussão que ainda está na Câmara do Morar no Centro, que é muito importante. Tem também a reforma do Imas, que é fundamental. O prefeito está muito preocupado com o Imas. Ontem [1º/7], inclusive, ele esteve no Tribunal de Contas tratando disso, porque a gente sabe da insatisfação dos servidores. O prefeito fala que todo mês é descontado do servidor e, infelizmente, o servidor não tem o atendimento que merece. Então, isso causa uma frustração e, mais do que isso, é uma falta de atendimento digno para os nossos servidores, que carregam essa Prefeitura nas costas. Então, essa é uma pauta prioritária não só para a Prefeitura, mas imagino que seja também para os próprios servidores, assim como para a Câmara. A gente começou um estudo ali no GoiâniaPrev também, sobre a questão da Previdência municipal, como tratar isso. São dois projetos importantes, que a gente vai dialogar muito com a Câmara, mas também com os servidores públicos.

 

A reforma do Imas pode levar ao fechamento do instituto?

Eu acredito que o momento agora é de reformulação para que a gente dê o melhor atendimento possível para os nossos servidores. O prefeito está imbuído nessa missão e ele tem pego algumas missões difíceis, mas tem dado resultado. A gente pode ver a Comurg, que ninguém imaginava que conseguiria restabelecer. Na Educação, hoje sobram vagas. Se a gente pegar as matérias de alguns anos atrás, a Educação sempre foi um problema, a falta de vagas na escola sempre foi um problema. Hoje tem excesso de vagas no município. Então, o prefeito sempre pegou boas brigas e tem vencido. E o Imas eu acredito que vai ser da mesma maneira. O prefeito tem se dedicado ao Imas para resolver esse problema e agora é dialogar com os servidores e com a Câmara para que a gente encontre esse melhor caminho.

O prefeito já sinalizou apoio a nomes como Lêda Borges, Glaustin da Fokus e Ismael Alexandrino. Como esses apoios eleitorais serão conciliados com a administração?

Nós somos agentes políticos. Claro que a gente tem que manter a independência da Prefeitura como órgão público de atendimento à população, mas todo secretário aqui é um agente político, é um agente político em potencial, e todos nós temos lealdade aos projetos do prefeito. Então, essa é uma questão pessoal dos secretários, de apoiarmos o prefeito. Isso está muito claro. É, inclusive, voluntário dos nossos secretários e dos nossos servidores. O compromisso é apoiar aqueles candidatos que o prefeito indicar. O que a gente tem percebido é que foram aqueles deputados que apoiaram a cidade. O prefeito pegou a cidade em um momento de catástrofe na saúde. A gente estava sob intervenção. Então, nós tivemos vários deputados federais, por exemplo, que colocaram várias emendas. Foi lançada ontem, por exemplo, uma UPA que teve emenda do deputado Ismael. Teve outra que foi com Vanderlan, outra que foi com a Flávia. Nós tivemos um apoio muito grande da Lêda também em mandar emendas para o município. O deputado Bruno Peixoto não mediu esforços para ajudar a Prefeitura, entre outros deputados que também ajudaram. E eu entendo que o gesto do prefeito é em retribuição a toda essa ajuda que a gente teve.

Na disputa para a Assembleia Legislativa, há vários aliados próximos do prefeito. Como a Prefeitura administra essa divisão de apoios?

Nós temos compromisso com vários deputados estaduais, candidatos e deputados. Só da nossa base de parlamentares, como eu disse, que vão ser candidatos, nós temos o Bessa, que tem sido um líder que tem nos ajudado bastante, o próprio presidente da Câmara, Romário Policarpo, o vereador Lucas Kitão, que também tem nos ajudado, Cabo Senna é candidato, o Welton Lemos é candidato, o Novandir também é candidato. Então, são vereadores que participam diariamente aqui da Prefeitura, que têm nos ajudado ali na Câmara Municipal, que serão candidatos, e que, da mesma maneira, existe um processo de gratidão por todo esse auxílio que a gente tem recebido, como outros deputados que já estão lá e que têm nos ajudado bastante. Então, o prefeito, como eu te disse, tem uma capilaridade. Só de secretários, nós estamos falando de mais de 30. Então, existe, sim, uma possibilidade de nós ajudarmos de maneira substancial algumas candidaturas que têm ajudado também a Prefeitura de Goiânia.

Por que a senhora decidiu não disputar a eleição deste ano?

Eu acredito que são momentos de vida pessoal, de vida política, e eu tenho aprendido bastante aqui nesse espaço como secretária de Governo. É um espaço que me apresenta novas oportunidades para a minha formação, porque eu sou advogada, especialista em Direito Público. Logo que saí da faculdade, já me candidatei, me tornei vereadora. Então, acho que até para o meu currículo e para toda uma experiência, estar aqui no Poder Executivo tem feito muito bem. As candidaturas podem esperar. A gente pode ser candidata mais para frente, mas é um momento de aprendizado. Estar com o Sandro, ao lado do Sandro, que além de um líder político hoje também é um exemplo profissional, é um exemplo de empresário, tem um pensamento diferente, a cabeça dele funciona de um modo diferente, tanto é que ele tem trazido soluções para a Prefeitura que ninguém imaginava. Estar ao lado do Sandro hoje, aprendendo com ele diariamente, é um grande aprendizado para mim.

Olhando para 2024, que balanço a senhora faz do resultado eleitoral?

Eu acredito que foi uma eleição muito difícil, uma eleição em que eu saí com mais de 6 mil votos. Então, tive o reconhecimento da população em relação ao meu trabalho, mas existem uma série de outros fatores que não só o voto, como a questão da proporcionalidade, das legendas. Mas o principal foi manter os dois vereadores aqui no Republicanos. Hoje eu estou muito focada em fortalecer o partido. Eu acredito que o Republicanos deve aumentar sua bancada federal para mais de 50 deputados federais e vai continuar sendo um dos maiores partidos do Brasil. Então, hoje eu tenho um foco. Já tinha antes, mas aprofundei ainda mais dentro do partido. Também se abriu uma oportunidade de poder estar aqui na Secretaria de Governo, aprendendo diariamente como eu tenho aprendido. Então, acho que, de maneira profissional e pessoal, estar aqui na Secretaria de Governo foi um ganho para mim.

A decisão de não disputar agora tem relação com o resultado de 2024?

Não. Como eu te falei, eu tive mais votos, inclusive, do que alguns que vão ser candidatos agora. Então, a questão não é eleitoral, de voto, mas é uma questão de ocupar um espaço e ainda ter o que aprender e o que contribuir.

Nacionalmente, o Republicanos fala em eleger mais de 50 deputados federais. Qual é a meta em Goiás?

Aqui em Goiás, a nossa meta é dobrar. Temos um hoje e a meta é pelo menos fazer dois.

Como a senhora avalia a chapa do Republicanos em Goiás, com nomes como Lêda Borges, Marussa Boldrin e Ricardo Quirino?

Dentro das chapas colocadas, eu entendo que a chapa do Republicanos é uma das chapas mais equilibradas, principalmente na disputa dos puxadores de voto que a gente tem. Eu entendo que estão disputando em pé de igualdade a deputada Lêda, a Marussa e o Quirinio. São três candidatos que estão trabalhando bastante e que eu acredito que estão nessa disputa.

A desistência de Hildo do Candango afeta o projeto do Republicanos no Estado?

Olha, eu entendo que o Hildo foi um quadro importante para a gente, foi candidato na última eleição, traz consigo uma representatividade ali do Entorno de Brasília. Mas a gente entende que é uma decisão pessoal dele. O que o Republicanos precisa fazer é trabalhar ainda mais para garantir essas duas vagas para deputado federal aqui em Goiás.

Houve rumores de que Ildo articulava uma aproximação do Republicanos com a base de Marconi, inclusive para uma possível vice. Essa movimentação existiu?

O Republicanos hoje está com o governador Daniel, esteve com Caiado, estamos na base do governo, e o que nós iremos fazer é dar continuidade a esse projeto vitorioso do Estado.

O Republicanos pode mudar de posição até as convenções?

Eu acredito que não. Não tem essa possibilidade.

No plano nacional, o Republicanos discute apoio a Flávio Bolsonaro. Como essa conversa está hoje?

As conversas estão acontecendo. Existe aí uma proximidade natural de algumas pautas. Nós até estivemos com o presidente Marcos Pereira. Ele não deu uma sinalização efetiva do caminho, mas tem tanto o PSD, que tem uma candidatura também de direita, do governador Caiado, que é daqui do Estado e que a gente vai apoiar. Mas a gente entende que existe um processo nacional. Vamos aguardar as convenções nacionais para a gente entender. É um momento agora de muito diálogo, muita conversa, e o nosso presidente Marcos Pereira tem focado nisso. Mas o foco principal dele é nas eleições da bancada federal nos Estados, o que é mais importante para o Republicanos.

O partido pode liberar os diretórios estaduais para que Goiás apoie Ronaldo Caiado, mesmo com uma decisão nacional diferente?

Acredito que sim.

Essa liberação seria importante para preservar o alinhamento do Republicanos com a base de Daniel Vilela em Goiás?

Eu acredito que sim.

O Republicanos participa da discussão sobre a vice de Daniel Vilela?

Não. Bom, por enquanto, não. Não temos nenhum nome. A gente não tem dialogado isso. A nossa discussão hoje é de fortalecimento da chapa federal e estadual, de fomentar essa chapa que já foi construída e dar condições para os nossos candidatos para que eles possam ter o melhor desempenho possível nas urnas. Queremos conseguir fazer uma boa bancada e entregar para o partido uma boa legenda de votos.

A senhora defende algum nome para a vice?

Não. O Republicanos ainda não tomou uma decisão sobre apoiar algum vice. Precisamos aguardar essa decisão entre grupos.

Como o Republicanos vê a disputa ao Senado, com várias pré-candidaturas dentro da base governista?

O que a gente tem visto e o que a história demonstra é realmente tentar concentrar em algumas candidaturas, mas nós temos excelentes nomes. É até difícil a gente falar em uma união ou de algum candidato querer abrir mão, porque a gente vê candidatos muito competitivos. Você vê um Gustavo [Mendanha] supercompetitivo, um Zacharias Calil bem competitivo, a própria dona Gracinha [Caiado], que está em primeiro lugar nas pesquisas, o próprio Vanderlan, que faz um trabalho há oito anos para o nosso Estado. São bons nomes, excelentes nomes, e eu tenho certeza de que qualquer um deles vai contribuir para o Estado se estiver no Senado. É uma decisão que precisa ser tomada entre os partidos, entre os candidatos, e o Republicanos vai acompanhar a base no que for escolhido nas convenções.

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