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PRF apreende pedras preciosas sem origem comprovada na BR-153, em Jaraguá (GO)

Esmeraldas seriam usadas como pagamento na compra de máquina agrícola em Santa Catarina, segundo os suspeitos


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 16/10/2025 - 10:20

Pedras preciosas apreendidas pela PRF em Jaraguá (GO) seriam usadas como forma de pagamento na compra de máquina agrícola em Santa Catarina. (Foto: PRF/Divulgação)

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu, na noite de quarta-feira (15), cerca de 112 gramas de pedras preciosas com características de esmeraldas durante uma fiscalização na BR-153, em Jaraguá, região central de Goiás. O material era transportado por dois homens de 39 anos, que não apresentaram documentação de origem e foram presos em flagrante por usurpação de bem da União.

De acordo com a corporação, a equipe realizava abordagens no km 361 da rodovia, com foco na prevenção e repressão a crimes diversos, quando o condutor de um veículo que seguia sentido norte realizou uma manobra brusca de retorno, atravessando o fluxo contrário da pista. A atitude chamou a atenção dos policiais, que iniciaram acompanhamento tático e conseguiram interceptar o carro alguns quilômetros à frente.

Durante a entrevista, os dois ocupantes afirmaram atuar no garimpo no estado do Tocantins e disseram que retornavam de Santa Catarina, onde tentaram comprar uma máquina agrícola. Eles relataram ainda que pretendiam utilizar as pedras como forma de pagamento na negociação, mas o negócio não se concretizou.

Na busca pessoal e veicular, os agentes encontraram as pedras preciosas ocultadas nas vestes dos dois homens, sem qualquer tipo de nota fiscal, guia de transporte ou documento de procedência. O material foi apreendido e encaminhado, junto com os suspeitos, à Delegacia da Polícia Federal em Anápolis (GO).

A PRF informou que a conduta se enquadra no crime de usurpação de bem da União, previsto no artigo 2º da Lei nº 8.176/91, que trata da exploração irregular de recursos minerais pertencentes ao Estado. A pena para esse tipo de infração pode chegar a cinco anos de reclusão, além de multa.

O caso segue sob investigação para apurar a origem das pedras preciosas e a possível participação dos envolvidos em atividades ilegais de garimpo.

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