O monitoramento do trânsito em Goiânia foi interrompido às 18h desta sexta-feira (28) após o consórcio responsável pelo Centro de Controle Operacional (CCO) suspender suas atividades. As empresas alegam que a Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito (SET) acumula parcelas em atraso, o que teria tornado a operação financeiramente insustentável.
Segundo o consórcio Anhanguera Segurança, integrante do contrato, a suspensão está amparada no artigo 137 da Lei 14.133/2021, que permite paralisação em caso de inadimplência prolongada. A empresa afirma ter R$ 7,9 milhões a receber, referentes a medições realizadas entre junho e outubro. Outro consórcio que atua na cidade, o Fiscaliza GYN, cobra aproximadamente R$ 3,5 milhões pelo mesmo período.
A Prefeitura informou que as etapas administrativas para o pagamento já foram avaliadas e que aguarda a certificação final para que a quitação seja efetuada. “Os processos de medição já foram avaliados, e o órgão aguarda a etapa final de certificação para que os pagamentos possam ser realizados nos próximos dias e dentro da legalidade”, afirma.
O CCO reúne câmeras e radares inteligentes que monitoram o trânsito em tempo real e alimentam bases de dados das forças de segurança, auxiliando na identificação de veículos roubados e na prevenção de ocorrências. Com a paralisação, parte desse suporte operacional fica temporariamente comprometida.
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