O senador Wilder Morais (PL) deve assumir a relatoria do projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos, em análise no Senado. A matéria é estratégica para Goiás, que vive um ciclo de expansão mineral, conforme mostrou a Tribuna. Goiás já estruturou uma política própria para atrair investimentos e avançar na industrialização local dos minerais estratégicos.
Em 2025, os municípios receberam 11,5% mais recursos da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), saltando de R$ 103,3 milhões para R$ 115,3 milhões até novembro, em meio a articulação para desenvolver a produção de terras raras, setor no qual o Estado busca protagonismo nacional.
Votação foi adiada na semana passada após envolvidos com o setor pedirem mais tempo para sugerir ajustes no texto.
A retomada da votação ocorre enquanto o Senado tenta estruturar uma política para minerais essenciais à transição energética e à indústria de alta tecnologia, como lítio, níquel, grafita e terras raras. As discussões no Congresso ocorrem em momento em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, busca ampliar a influência do país nessa área.
Desde 2024, Goiás está entre os três maiores arrecadadores de royalties da mineração no país, atrás apenas de Minas Gerais e Pará. Abriga a única operação de terras raras em atividade no Brasil, a Serra Verde, em Minaçu.
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