Uma operação policial prendeu cinco pessoas nesta terça-feira (16) suspeitas de integrar uma organização criminosa especializada em clonar sites e perfis de redes sociais de pousadas em Pirenópolis, cidade turística da região central de Goiás. Segundo a Polícia Civil, o grupo é investigado por fraudes digitais e lavagem de dinheiro, com movimentação estimada em R$ 13 milhões nos últimos dois anos.
Os mandados de prisão temporária e de busca e apreensão foram cumpridos em Goiânia, Belém (PA) e Taboão da Serra (SP). Os nomes dos investigados não foram divulgados e, por isso, não foi possível localizar as defesas. As informações são do g1 DF.
De acordo com as investigações, os suspeitos aplicavam golpes em todo o país ao se passarem por responsáveis por pousadas em Pirenópolis. O esquema consistia na criação de sites falsos e perfis clonados nas redes sociais, principalmente no Instagram, onde eram anunciadas diárias com preços atrativos para atrair vítimas.
Após o primeiro contato, as negociações eram feitas por mensagens no WhatsApp. As vítimas eram induzidas a realizar pagamentos antecipados via PIX, acreditando estar reservando hospedagens reais. Para dar aparência de legitimidade às transações, o grupo elaborava contratos falsos, com timbres e logomarcas semelhantes às das pousadas verdadeiras.
Segundo a Polícia Civil, os valores pagos eram inicialmente recebidos pelos investigados e, em seguida, transferidos para contas de terceiros, como forma de dificultar o rastreamento. Posteriormente, o dinheiro passava por processos de lavagem, incluindo movimentações financeiras que chegavam a cerca de R$ 20 mil por dia. Uma das linhas de investigação aponta que parte dos recursos teria passado por casas de câmbio no Paraguai.
As apurações também identificaram a participação de integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) entre os suspeitos de integrar o grupo criminoso, o que ampliou a complexidade da investigação.
Esquema semelhante já havia sido alvo de operação
Em março deste ano, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), com apoio da Polícia Civil de Goiás (PCGO), realizou uma operação contra suspeitos de aplicar mais de 60 golpes utilizando o mesmo tipo de fraude, envolvendo pagamentos antecipados de diárias para pousadas falsas em Pirenópolis. Na ocasião, foram cumpridos sete mandados de prisão temporária em Goiânia.
À época, o delegado da PCDF, Diego Castro, explicou que os criminosos criavam perfis falsos de pousadas nas redes sociais e ofereciam diárias com valores abaixo do mercado para atrair as vítimas. As investigações indicaram que aquele grupo atuou em diversos crimes de estelionato no Distrito Federal entre 2023 e 2024.
Até o momento, a polícia não informou se há ligação direta entre os dois grupos, mas as semelhanças no modo de atuação seguem sendo analisadas pelas equipes responsáveis pelas investigações.











