O deputado federal Gustavo Gayer (PL) passou a ser pressionado por seguidores nas redes sociais após publicar uma imagem que atribui ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), supostamente feita nas dependências da Polícia Federal, em Brasília. Na postagem, Gayer afirma que Bolsonaro estaria “vomitando” em uma cela e acusa o ministro Alexandre de Moraes de conduzir uma perseguição com “requintes de tortura”.
A legenda descreve Bolsonaro como um “senhor de 70 anos” submetido a “intermináveis crises de soluço” decorrentes da facada sofrida em 2018 e menciona dez cirurgias. O texto acusa Moraes e “cúmplices no STF” de promoverem um “assassinato” e convoca juízos morais sobre quem concordaria com a situação descrita.
Nos comentários, embora parte dos seguidores tenha reforçado a narrativa de perseguição e pedido “liberdade” ao ex-presidente, a reação comum foi de cobranças por ações práticas do parlamentar e de aliados. “Não queremos postagem, queremos ação”, “cadê vocês na porta da PF?” e “milhões de seguidores não bastam” foram alguns dos questionamentos mais recorrentes, com milhares de curtidas.
“Será possível que vocês precisarão perder seus cargos de deputados e senadores para lutar pelo país junto ao povo? Pq pelo visto é isso! Não precisamos de vídeo. Não precisamos ver vcs comemorando novos seguidores. Precisamos ver vocês na RUAAAAAA. Saiam de casa! Vocês foram eleitos para lutar por todos os que elegeram vocês! Vocês acham q fizeram tudo? Nenhum está fazendo! O Magno Malta tá lá na PF. O Helio Negão tbm como sempre. E vocês? De que serve milhões de seguidores? O mundo todo tá sendo dominado pela direita. Os regimes ditatoriais estão caindo. Até no Irã, e o Brasil tá se acabando! Isso foge de qualquer normalidade. Vocês estão assinando o atestado de m0rte do Bolsonaro e de todos nós!”, escreveu uma bolsonarista que possui mais de 80 mil seguidores no Instagram.
Diversas mensagens compararam a atuação de Gayer à de outros aliados bolsonaristas que estariam presencialmente em manifestações, cobrando que deputados e senadores “saiam de casa” e assumam protagonismo fora das redes.
Houve ainda críticas ao uso da imagem. “Desnecessário postar esse tipo de foto, numa época em que tudo vira meme. É mais munição para a esquerda”, afirmou um internauta.
A publicação foi feita neste domingo (11) e até a publicação desta matéria, o deputado não havia respondido.














