Skip to content

Prefeito afirma que paralisação teve adesão de 14 médicos e defende novo credenciamento

Prefeito defende novo credenciamento que "adequa valores pagos pela Prefeitura aos preços de mercado"


Lucas de Godoi Por Lucas de Godoi em 14/01/2026 - 12:11

Mabel diz que há mão de obra disponível para manter os serviços (fot

O prefeito Sandro Mabel (UB) afirmou nesta terça-feira (13), durante entrevista coletiva, que a paralisação anunciada por médicos da rede municipal teve adesão de apenas 14 profissionais. A declaração ocorre em meio ao impasse envolvendo o novo edital de credenciamento da Secretaria Municipal de Saúde e à mobilização da categoria contra mudanças nos valores dos honorários.

Segundo o prefeito, a administração municipal adequou os pagamentos à realidade de mercado e não teria margem financeira para manter valores superiores aos praticados na região. Em sua fala, Mabel afirmou, sem alterações.

“Tem 14 médicos na paralisação, 14 médicos. É o seguinte, ó, o Prefeitura de Goiânia tá pagando 35% a mais do que o mercado paga. Não temos esse dinheiro para gastar. Então, nós colocamos a tabela dentro do mercado.”, afirmou sobre o novo credenciamento que reduz valores aos profissionais.

Segundo Mabel, “médicos que têm condições de ganhar mais” devem trabalhar “em outro lugar”. “Nós fizemos um chamamento para 300, apareceu 280 para assinar o contrato.”, afirmou.”Nós não podemos ficar fora do mercado com o preço aviltado, porque senão nós não conseguimos fazer a saúde que nós pretendemos fazer. Não podemos pagar menos e não podemos pagar mais, tem que estar com preço de mercado.”

Paralisação

Nesta terça-feira (13), médicos fizeram uma manifestação em frente à UPA Domingos Viggiano, no Jardim América, para marcar o início de uma paralisação por tempo indeterminado. Segundo o Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (Simego), a medida foi aprovada por médicos em assembleia.

Atualmente, de acordo com dados do próprio movimento, são cerca de 700 médicos credenciados ao município de Goiânia, que atuam em unidades de urgência, emergência e demais serviços da rede pública.

A paralisação tem como pano de fundo embates iniciados em novembro de 2025, quando médicos reagiram à possibilidade de redução de até 35% nos valores pagos por plantões. A entidade sustenta que as mudanças impostas pelo novo edital, somadas a problemas estruturais nas unidades, falta de insumos e insegurança nos vínculos de trabalho, motivaram a decisão pela paralisação.

Leia mais:

Pesquisa