O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, afirmou nesta terça-feira (27) que a investigação envolvendo o Banco Master tende a sair da Corte. Segundo ele, o destino do inquérito ficará mais claro conforme avançarem os depoimentos e a análise dos documentos reunidos no processo.
Atualmente, o caso está sob relatoria do ministro Dias Toffoli. A permanência da investigação no STF, no entanto, passou a ser questionada internamente após a sucessão de episódios que geraram desgaste à imagem do tribunal. Nos bastidores, ministros avaliam que o envio do inquérito à primeira instância poderia funcionar como uma “saída honrosa” para Toffoli, que, até agora, resiste a abrir mão da relatoria.
As críticas começaram com a imposição de um rígido sigilo ao processo e ganharam força após a revelação de uma viagem de jatinho feita por Toffoli ao lado de um dos advogados ligados ao caso. Também vieram à tona informações sobre negócios que envolvem familiares do ministro e um fundo de investimentos associado ao Banco Master, ampliando o desconforto dentro do STF.
Fachin evitou comentar diretamente as controvérsias, mas sinalizou que a definição sobre a permanência do inquérito no Supremo será pautada por critérios técnicos e pelo andamento das apurações, indicando que o caso não deve permanecer indefinidamente sob a jurisdição da Corte.













