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MPGO/Gaeco faz operação contra atuação do PCC em Goiás

Operação contra crime organizado mira grupo acusado de usar “rasantes” para orientar ações e recrutar jovens.


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 28/01/2026 - 11:00

A maioria dos alvos da operação atua principalmente na região do Entorno do Distrito Federal. (Imagem: Divulgação/MP)

O Ministério Público de Goiás (MPGO) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (28), a Operação Rasante, que investiga indícios de atuação da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) em Goiás. A ação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e resultou no cumprimento de nove mandados de busca e apreensão, expedidos pela 2ª Vara das Garantias.

A operação é um desdobramento de investigações anteriores realizadas pelo Gaeco, com apoio da Diretoria-Geral de Polícia Penal de Goiás, da Polícia Militar de Goiás e da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape/DF).

Além disso, também foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão ligados à Operação Vigília, deflagrada em 22 de outubro de 2025. Essa investigação já havia resultado no oferecimento de seis denúncias, após a identificação de que outros 11 indivíduos também integravam o grupo criminoso.

Segundo o MPGO, informações reunidas ao longo de investigações anteriores — como as operações Sintonia, Sintonia do Entorno e Vigília — apontaram indícios de ingresso e adesão de novos integrantes à organização criminosa. Com o avanço das apurações, foi possível identificar parte dos suspeitos envolvidos.

As investigações também revelaram o uso de comunicações internas chamadas de “rasantes”, utilizadas para repassar orientações e recados sobre a atuação do grupo em Goiás. Esses comunicados incluíam, inclusive, determinações relacionadas ao recrutamento e à entrada de jovens e adolescentes na facção.

A maioria dos alvos da operação atua principalmente na região do Entorno do Distrito Federal. Conforme os elementos apurados, muitos teriam passado a integrar a organização criminosa enquanto estavam presos em unidades prisionais, com destaque para o município de Águas Lindas de Goiás. Entre os investigados há pessoas condenadas por crimes graves, como homicídio, latrocínio, tráfico de drogas e corrupção de menores, entre outros.

Diante dos indícios, o MPGO apura a prática do crime de integração a organização criminosa, previsto no artigo 2º da Lei nº 12.850/2013, sem prejuízo da responsabilização por outras infrações que possam ser constatadas no decorrer das investigações.

O Ministério Público reforça que a atuação integrada e o compartilhamento de informações entre os órgãos de segurança pública têm sido fundamentais para identificar e responsabilizar integrantes de facções criminosas, além de contribuir para o enfrentamento do crime organizado e a prevenção do recrutamento de novos membros.

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