Titulares de cartório são a ocupação com maiores rendimentos no estado, com média anual de R$ 3,38 milhões; patrimônio médio do grupo ultrapassa R$ 4 milhões
A Receita Federal divulgou um painel estatístico com dados dos contribuintes goianos que declararam Imposto de Renda em 2026. O levantamento mostra que o contribuinte típico do estado tem 46 anos, patrimônio médio de R$ 350,35 mil e rendimentos anuais de R$ 140,57 mil. Os dados filtram exclusivamente os declarantes de Goiás e traçam um retrato do perfil econômico e social do estado.
No total, Goiás registrou 1.394.465 declarações. Desse universo, 54,1% foram enviadas pelo modelo simplificado, enquanto 91,1% dos contribuintes utilizaram contas Gov.br nos níveis Ouro ou Prata para acessar os serviços da Receita Federal. As mulheres representam 42,6% dos declarantes, e 42,4% das declarações informam a existência de cônjuge. Apenas 2,7% declararam operações em renda variável, como investimentos em ações e fundos imobiliários.
Titulares de cartório lideram com folga
Entre todas as ocupações declaradas, os titulares de cartório aparecem com ampla vantagem na média dos rendimentos totais. Segundo os dados, essa categoria registrou rendimento médio anual de R$ 3,38 milhões, mais que o dobro do segundo colocado.
Na sequência aparecem:
Membros do Poder Judiciário (ministros, juízes e desembargadores): R$ 1,51 milhão
Membros do Ministério Público: R$ 1,18 milhão
Cantores e compositores: R$ 896,4 mil
Advogados do setor público e procuradores: R$ 567,6 mil
Servidores das carreiras do Banco Central, CVM e órgãos semelhantes: R$ 535 mil
Médicos: R$ 513,1 mil
Produtores na exploração agropecuária: R$ 468,3 mil
Também aparecem entre as maiores médias de rendimentos diplomatas (R$ 361,4 mil), atletas (R$ 336,3 mil) e presidentes ou diretores de empresas públicas (R$ 334,1 mil).
Rendimentos tributáveis e patrimônio
Quando o recorte considera apenas os rendimentos tributáveis, os titulares de cartório seguem na liderança, com média de R$ 3,05 milhões. Membros do Ministério Público aparecem em segundo (R$ 569,4 mil), seguidos por membros do Poder Judiciário (R$ 512 mil) e advogados públicos e procuradores (R$ 340,8 mil).
O levantamento também mostra que os titulares de cartório lideram o ranking de patrimônio declarado em Goiás, com média de R$ 4 milhões. Na sequência aparecem:
Membros do Poder Judiciário: R$ 3,2 milhões
Membros do Ministério Público: R$ 2,9 milhões
Produtores rurais: R$ 2,5 milhões
Cantores e compositores: R$ 2,3 milhões
Atletas: R$ 1,7 milhão
Médicos: R$ 1,4 milhão
Diplomatas: R$ 1,2 milhão
Outras categorias com patrimônio médio superior a R$ 1 milhão são auditores fiscais, dirigentes de empresas, atores, advogados públicos e integrantes do Poder Executivo. Já entre as ocupações com patrimônio médio entre R$ 500 mil e R$ 900 mil aparecem advogados, pilotos, engenheiros, sociólogos, servidores do Banco Central, agrônomos, veterinários, servidores do Judiciário e odontólogos.
Os dados, que podem ser consultados no site da Receita Federal clicando aqui, mostram que as profissões ligadas ao Estado concentram os maiores rendimentos entre os declarantes do Imposto de Renda.
LEIA MAIS:
Flávio admite encontro com Vorcaro após prisão e diz que foi encerrar aporte a filme de Bolsonaro
Vorcaro é sócio da Odebrecht na venda de 557 apartamentos em SP











