O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que não houve qualquer discussão sobre mudança no comando do partido em Goiás durante a filiação do governador Ronaldo Caiado à sigla, oficializada na terça-feira (27). A declaração ocorre em meio a especulações nacionais sobre o impacto da chegada de Caiado no futuro do senador Vanderlan Cardoso dentro do partido e nos planos eleitorais para 2026.
Em entrevista ao jornal O Popular, Kassab negou que tenha tratado da substituição de Vanderlan na presidência estadual do PSD. Segundo ele, o novo cenário em Goiás será conduzido de forma coletiva. “A decisão será tomada pelas lideranças locais, que vão conversar e definir os rumos do partido nesse novo momento”, afirmou, destacando o peso político de Caiado, mas sem indicar mudanças imediatas.
Em meio às especulações, Vanderlan Cardoso afirmou que aguarda uma conversa com Kassab e Caiado. Disse ainda que a filiação do governador fortalece o PSD em Goiás, mas não altera seu projeto político. “Meu plano continua sendo a reeleição”, declarou.
Poder
Apesar da negativa, o tema ganhou força após declarações atribuídas ao próprio governador, interpretadas como um esvaziamento do espaço político de Vanderlan. O debate, porém, não se limita ao comando partidário e alcança também a formação da chapa ao Senado em 2026.
Nos bastidores nacionais, Kassab tem sido descrito como articulador de um projeto de centro-direita fora do núcleo bolsonarista. Reportagem do jornal O Globo aponta que o dirigente trabalha para consolidar uma “direita eleitoralmente viável”, com preferência, neste momento, por nomes como o governador do Paraná, Ratinho Júnior, melhor posicionado nas pesquisas entre eleitores de direita não bolsonaristas. Nesse contexto, Caiado seria visto como um nome forte para disputar o Senado por Goiás.
Pesquisa Paraná divulgada nesta quinta-feira (29) indica que Ratinho Júnior (PSD) aparece com 6,5% dos votos em eventual candidatura de primeiro turno contra Lula (PT), seguido por Ronaldo Caiado, com 3,7%.
A movimentação gerou provocações de lideranças de outros partidos, como o deputado Paulinho da Força (Solidariedade), que chegou a demonstrar desconfiança quanto às articulações. Para ele, Caiado pode ter sido levado a abrir espaço em um cenário já ocupado por outros pré-candidatos.













