O anúncio de US$ 565 milhões em investimentos dos Estados Unidos em terras raras localizadas em Minaçu, no Norte de Goiás, consolida o Estado como um dos principais polos estratégicos de minerais críticos do Brasil e reforça a agenda internacional conduzida pelo governador Ronaldo Caiado.
A operação envolve a mineradora Serra Verde, única produtora comercial de terras raras em atividade no País, e foi estruturada com apoio da DFC — agência do governo norte-americano voltada ao financiamento de projetos estratégicos. O objetivo é reduzir a dependência dos Estados Unidos e de países aliados da China no fornecimento desses insumos, fundamentais para a indústria de tecnologia, transição energética e defesa.
Nos últimos meses, Caiado tem reforçado, em agendas com representantes diplomáticos, empresários e fóruns internacionais, o discurso de que Goiás reúne segurança jurídica, estabilidade política, infraestrutura energética e capacidade logística para receber investimentos de grande porte em setores estratégicos.
Nas redes sociais, o governador destacou que Goiás abriga a única mina privada de terras raras ativa no País, além de um projeto de R$ 2,8 bilhões em implantação, e ressaltou que o Estado já se posiciona como produtor relevante fora do eixo asiático.
A mina de Minaçu, hoje com produção direcionada majoritariamente ao mercado asiático, deverá ampliar sua capacidade nos próximos anos, movimento que tende a reposicionar Goiás como fornecedor relevante para cadeias produtivas dos Estados Unidos e da Europa, além de gerar impacto direto em emprego, arrecadação e desenvolvimento regional no Norte goiano.
Segundo apuração do Brazil Journal, além do financiamento, o acordo pode abrir espaço para uma participação minoritária do governo dos EUA na operação, sem interferência na gestão, e prevê a ampliação da capacidade produtiva, o que tende a elevar o protagonismo de Goiás nas cadeias globais de suprimentos estratégicos.













