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Daniel Vilela lamenta saída de Ana Paula e resgata crise para financiar Memorial

Vice-governador lamentou a saída de Ana Paula do MDB e afirmou que a divergência surgiu após a recusa legal de uso de recursos públicos para o Memorial Iris Rezende


Lucas de Godoi Por Lucas de Godoi em 20/02/2026 - 21:13

Daniel Vilela
Presidente do MDB disse que tem recebido apoio de lideranças de todo estado (Foto: Reprodução)

O vice-governador e presidente estadual do MDB, Daniel Vilela, reagiu com pesar à saída de Ana Paula Rezende do partido e buscou enquadrar o episódio como resultado de divergências administrativas, e não políticas. Segundo ele, a decisão foi “impensada” e decorreu principalmente da impossibilidade legal de utilizar recursos públicos para financiar a construção do Memorial Iris Rezende, em homenagem ao ex-governador.

Daniel afirmou que tentou, reiteradamente, manter Ana Paula no MDB e incentivá-la a assumir protagonismo político. “Eu estava lá no escritório insistindo com ela da importância dela suceder o pai dela e hoje ela seria prefeita de Goiânia. Eu não tenho a menor dúvida disso”, declarou. O vice-governador acrescentou que também propôs sua candidatura a vice-governadora pela legenda. “Insisti de forma enfática para que ela fosse a nossa candidata a vice. Ela disse que não gostaria de ocupar esse cargo.”

O dirigente destacou ainda que Ana Paula foi prestigiada internamente e poderia ter assumido posição de liderança partidária. Segundo ele, sua escolha como vice-presidente estadual abriria caminho para que, em eventual desincompatibilização, ela assumisse a presidência do MDB. “Ela assumiria a condição de líder do nosso partido, o partido do qual o pai dela sempre foi líder e que também presidiu.”

Ao tratar do motivo central do rompimento, Daniel afirmou que a negativa do governo em financiar o memorial foi uma exigência legal. “Algo que, do ponto de vista pessoal e político, eu teria a maior das boas vontades de fazer, mas a lei impede. Não se pode utilizar recursos públicos para fazer um memorial particular”, disse. Segundo ele, a decisão gerou críticas públicas que desconsideraram os limites legais. “É algo muito pequeno, perfeitamente explicável em razão da lei, para ela sair e tomar uma atitude dessa forma, que sem dúvida nenhuma traz uma tristeza enorme para muitos emedebistas do estado.”

Apesar do tom crítico, Daniel disse respeitar a decisão e afirmou esperar que o processo eleitoral transcorra dentro da normalidade democrática. “Cada um tem que agir do jeito que acha que tem que ser. O que prevalece é a democracia. Afinal de tudo, é o povo goiano que vai decidir nas urnas quem quer para liderar o estado.”

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