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TJ-GO adia decisão sobre valor mínimo em pedidos de delivery

IFood e Abrasel alertam para riscos ao setor


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 05/03/2026 - 17:28

delivery comida
TJ-GO adia decisão sobre valor mínimo em pedidos de delivery

O julgamento que pode redefinir as regras do delivery no Brasil foi suspenso nesta quinta-feira, no Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO). A decisão da 7ª Câmara Cível foi adiada após o pedido de vista da desembargadora Dra. Ana Cristina Ribeiro Peternella França, que solicitou mais tempo para analisar a Ação Civil Pública que questiona a legalidade da cobrança de valor mínimo para pedidos em plataformas de entrega.

​A ação, movida pelo Ministério Público Estadual de Goiás (MP-GO), alega que a exigência de um valor mínimo para a finalização de pedidos configuraria “venda casada”. No entanto, a defesa do iFood e representantes do setor gastronômico argumentam que a medida é fundamental para a saúde financeira dos estabelecimentos.

Impacto
Durante a sessão, os advogados Miguel Cançado e Thais Cordeiro, representantes do iFood, destacaram que a plataforma serve como suporte para mais de 460 mil restaurantes e parceiros em todo o país. Segundo a defesa, o valor mínimo não é uma imposição arbitrária da plataforma, mas uma ferramenta de gestão definida exclusivamente pelos próprios donos de restaurantes.

​”A decisão terá reflexo em todo o país. O valor mínimo existe para garantir a cobertura dos custos operacionais e a sustentabilidade das operações, especialmente para os pequenos empreendedores”, afirmou o advogado Miguel Cançado.

​A defesa também questionou a isonomia da ação, apontando que o iFood é o único alvo do processo, embora diversas outras empresas de tecnologia operem sob o mesmo modelo de negócio.

​Setor em alerta
O advogado Maurício Giannico, representante da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), acompanhou o debate e reforçou que a restrição ao pedido mínimo pode inviabilizar a operação de milhares de negócios. Sem o ticket mínimo, pedidos de baixo valor poderiam gerar prejuízo logístico, forçando o repasse de custos para o consumidor final através do aumento geral de preços ou taxas de entrega.

​A Procuradora do Ministério Público Estadual, Ivana Farina, manteve o posicionamento do órgão pela proibição da prática. Com o pedido de vista, o processo segue sem data definida para retornar à pauta de julgamentos.

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