O Rio Meia Ponte está presente na memória coletiva dos moradores de Goiânia, mas segue distante de suas vivências reais e cotidianas. Embora garanta o abastecimento de água de 50% da população da Região Metropolitana, o curso d’água não faz parte do dia a dia da maioria dos cidadãos. É com o objetivo de colocar esse manancial tão relevante no centro do olhar e do debate que os Embaixadores do Meia Ponte, projeto do Instituto Ecomamor, realizam a exposição “Rio Meia Ponte: Percursos, Memórias e Futuro”.
Marcada para a manhã do dia 21/03, sábado, a abertura terá uma roda de conversa com o arquiteto e urbanista Diogo Sakai e a vereadora Kátia Maria. O evento é realizado em comemoração ao Dia Mundial da Água (22 de março) e acontece no Instituto Rizzo, setor Sul. É aberto a todas as pessoas interessadas. A exposição também funcionará nos dias 23 e 24/03, das 9h às 17h; e nos dias 25 e 26/03, das 14h às 17h.
Conteúdo
Por meio de um grande mapa do percurso do Meia Ponte, fotos atuais e antigas, lambes e postais sobre rios já recuperados em outras cidades do mundo, os visitantes terão a oportunidade de se conectar com esse elemento fundamental da paisagem urbana da capital.
Outro destaque será uma colagem com os desenhos de estudantes das cinco escolas públicas que participaram do projeto Embaixadores do Meia Ponte. As instituições estão localizadas no Balneário Meia Ponte, Vila Monticelli, Negrão de Lima e Estrela Dalva, todos bairros próximos ao rio, em Goiânia.
Contexto
O Meia Ponte nasce em Itauçu, atravessa Goiânia e segue seu curso conectando territórios, histórias e vidas. Passa no total por quase 50 municípios. Deságua no Paranaíba, na divisa de Goiás e Minas Gerais, após cerca de 470 quilômetros e integra, portanto, a bacia do rio Paraná.
Em todo o seu percurso, o manancial sofre com poluição, assoreamento, despejo de efluentes e falta de gestão pública. Embora de suma importância para o abastecimento, padece de “invisibilização social e política”.
Pensado no projeto original de Attilio Corrêa Lima como espaço de encontro e lazer, há muitos anos grande parte da cidade parece estar de costas para as águas do Meia Ponte.
“Como podemos negligenciar o rio que torna possível a vida na cidade?”, questiona Nina Porto, coordenadora pedagógica da Ecomamor. “Nossa relação com o rio impacta não apenas a qualidade da água que bebemos, mas a vida de inúmeras espécies e o futuro que estamos construindo. Regenerar o rio é enfrentar esses desafios e também reconstruir vínculos.”
Fruto da iniciativa Abrace o Meia Ponte, criada pela vereadora Kátia Maria, o trabalho dos Embaixadores do Meia Ponte é realizado pelo Instituto EcomAmor com a Prefeitura de Goiânia e conta com apoio do Instituto Rizzo e do Coletivo Centopeia.














