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Banco Central reforça segurança de pagamentos via Pix após ataque hacker

As mudanças foram divulgadas dois dias após um ataque hacker que desviou cerca de R$ 100 milhões do Banco BTG Pactual


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 25/03/2026 - 08:50

As mudanças foram divulgadas dois dias após um ataque hacker que desviou cerca de R$ 100 milhões do Banco BTG Pactual
As mudanças foram divulgadas dois dias após um ataque hacker que desviou cerca de R$ 100 milhões do Banco BTG Pactual

O Banco Central do Brasil anunciou nesta terça-feira (24) um conjunto de novas medidas para aumentar a segurança das contas utilizadas por instituições financeiras no sistema de pagamentos instantâneos do país, base de operaçãos como o Pix.

As mudanças foram divulgadas dois dias após um ataque hacker que desviou cerca de R$ 100 milhões do Banco BTG Pactual, por meio da chamada Conta de Pagamentos Instantâneos (Conta PI). Apesar disso, o BC afirma que as ações já estavam previstas dentro do programa de modernização do sistema financeiro, conhecido como Agenda BC.

O que é a Conta PI

A Conta PI é mantida por bancos e instituições financeiras junto ao Banco Central e permite a liquidação de transações em tempo real no Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI), base de operações como o Pix. O controle dessas contas é considerado essencial para garantir a estabilidade e segurança do sistema.

Novas medidas de segurança

Entre as principais mudanças anunciadas estão:

  • Limite mínimo de saldo operacional: as instituições poderão definir um valor mínimo, abaixo do qual novas transações não serão autorizadas, funcionando como uma proteção contra perdas em casos de falhas ou fraudes.
  • Bloqueio automático da conta: caso o saldo atinja o limite mínimo, a conta poderá ser bloqueada automaticamente para novas operações até liberação manual.
  • Canal alternativo para consulta de extratos: permitirá o acompanhamento das movimentações mesmo em situações de instabilidade no acesso ao sistema.

Reforço no monitoramento

As novas ferramentas ampliam os mecanismos de controle e resposta a riscos operacionais, complementando funcionalidades já disponíveis desde 2025, como monitoramento de saldo em tempo real, alertas automáticos e bloqueios manuais.

Objetivo das mudanças

De acordo com o Banco Central do Brasil, as medidas visam reforçar a segurança operacional, proteger os recursos das instituições financeiras e aumentar a confiança no sistema de pagamentos instantâneos no Brasil.

A autoridade monetária também destacou que as ações buscam tornar o ambiente mais resiliente e preparado para responder a eventuais falhas ou tentativas de fraude.

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